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Este mês é perfeito para visitar Serralves!

06/08/2019 • Ana Marta Domingues


Celebre com a Renascença 30 anos de um marco de referência na cultura portuguesa.
Sabia que, durante o Verão, "Há Luz no Parque" todas as quintas, sextas e sábados à noite?

Siga os percursos iluminados, conheça outras perspectivas da Alameda dos Liquidâmbares, do Lago e da Quinta em visitas orientadas para toda a família. Tenha só atenção que só pode comprar bilhetes até às 23h00! Das 21h30 às 00h00 descubra a vida que desperta à noite em Serralves com a instalação "Há Luz no Parque".

Durante o dia, conheça a obra contemporânea e ecológica de Olafur Eliasson, pela primeira vez em Portugal. Novas esculturas e instalações de grande escala dialogam com a organicidade do Parque de Serralves e a arquitetura do edifício do Museu projetado por Siza Vieira. Uma oportunidade para lançar um olhar sobre a sua arte que assim chega, vinda do Norte da Europa, ao Porto.

Joan Jonas também espera por si no Museu de Arte Contemporânea. Esta é a mais completa exposição da obra de Jonas alguma vez organizada. Trabalhos do final dos anos 1960 são mostrados ao lado das instalações mais recentes de uma artista histórica que continua a pensar alguns dos temas mais urgentes e importantes da atualidade. A exposição é organizada pela Tate Modern em parceria com a Fundação de Serralves. A não perder, tal como a nova Casa do Cinema Manoel de Oliveira e as oficinas e atividades de verão para os mais novos.

Festeje estas três décadas de Serralves com a Renascença. Tem exposições, música, dança, cinema, natureza e muito mais na Fundação de Serralves. E descubra aqui o programa de Agosto!


Comece por uma VIAGEM AO PRINCÍPIO: IDA E VOLTA | 30 ANOS DA COLEÇÃO DE SERRALVES

11 JUL 2019 a 03 NOV 2019


A exposição Viagem ao Princípio: Ida e Volta. Coleção de Serralves 1989–2019 assinala o 30.º aniversário da Coleção da Fundação de Serralves através da apresentação de obras da sua coleção que, de alguma forma, têm um significado e um lugar destacado na génese e na história da Coleção e do Museu. Ou porque fizeram parte do grupo do núcleo seminal de obras reunidas com vista à constituição do Museu e da Coleção, ou porque foram produzidas especificamente para Serralves (para o espaço da Casa, do Museu ou para outros espaços na cidade sob encomenda de Serralves) ou ainda porque a sua primeira apresentação pública ocorreu em Serralves ou porque aí integraram grandes exposições individuais (e recordadas como momentos fundamentais quer no percurso dos artistas quanto da história da instituição).

Esta é uma forma de escrever a história de Serralves e de sublinhar o seu papel fundamental nos percursos de artistas reconhecidos, traduzido numa relação suficientemente especial entre eles e o Museu para que muito frequentemente tenham sido produzidas e apresentadas (e adquiridas) obras inéditas.

Álvaro Lapa, António Dacosta, Ângelo de Sousa e Joaquim Rodrigo são alguns dos artistas que estiveram ligados a Serralves desde os seus primórdios e cujas obras integraram o núcleo constituído pela então Secretaria de Estado da Cultura. Entre os artistas que apresentaram trabalhos especificamente realizados para Serralves estão Mathieu Abonnenc, André Cepeda, Hamish Fulton, Runa Islam, Albuquerque Mendes, Charlotte Moth, Maria Nordman, Lygia Pape, Augusto Alves da Silva, Mariana Silva e Simon Starling que serão apresentados ao lado de artistas que tiveram importantes exposições em Serralves, casos de, entre outros, Pedro Cabrita Reis, Luc Tuymans ou Lothar Baumgarten.

Também a Casa de Serralves foi palco de grandes exposições individuais e inspiração para projetos e obras especificamente concebidos para os seus espaços. É o caso de artistas como Pedro Barateiro, Ana Jotta, Nick Mauss, Antoni Muntadas, Richard Tuttle e Luc Tuymans. Nesta exposição serão apresentadas algumas das obras nos locais da Casa para que foram concebidas, assim como obras anteriormente apresentadas noutros locais e agora instaladas na Casa, possibilitando novas leituras e interacções.

O percurso continua no Parque de Serralves – onde os visitantes se podem confrontar com obras de alguns dos mais importantes artistas, portugueses e internacionais, com trabalho realizado especificamente para os locais onde são apresentados de forma permanente – e em duas extensões da exposição em locais que simbolizam a relação de Serralves com a cidade do Porto, por um lado, e com os visitantes estrangeiros que visitam o Museu, por outro: os Paços do Concelho da Câmara Municipal do Porto e o Terminal de Cruzeiros de Leixões (+ info).

A programação de Serralves sempre se relacionou estreitamente com o Porto, quer apresentando exposições de artistas e contextos culturais afirmados naquele que é considerado um dos centros de criação artística mais ativos em Portugal, quer através de mostras realizadas para alguns espaços emblemáticos da cidade. Esta exposição dá conta dessa história, ao mesmo tempo que se projeta num presente e num futuro em que Serralves é crescentemente visitado por viajantes interessados em conhecer a região norte de Portugal, o Porto e, na cidade, manifestações culturais contemporâneas, em que se inclui Serralves. Na intersecção entre passado e futuro, entre natureza e construção, Viagem ao Princípio: Ida e Volta, exatamente como a famosa fita de Möbius, é uma viagem sem princípio nem fim. Todos a bordo!

Actividades Relacionadas

VISITAS ORIENTADAS

22 SET | 12h00

Joana Nascimento, educadora

Mais informação aqui.

VIAGEM AO PRINCÍPIO: IDA E VOLTA | TERMINAL DE LEIXÕES

Mais informação aqui.

VIAGEM AO PRINCÍPIO: IDA E VOLTA | PAÇOS DA C. M. PORTO

Mais informação aqui.

  • Local Museu, Casa e Parque
  • Dias 11 JUL 2019 - 03 NOV 2019


Nos 30 anos de Serralves celebra-se o ambiente, a educação, a arte; São inúmeros os eventos que pode escolher para festejar este aniversário de Serralves. A Renascença junta-se à festa e ajudamo-lo a preparar a sua próxima visita.


Aqui encontra a principal programação de agosto:


Olafur Eliasson

De 31 julho a 14 junho 2020

O Museu de Arte Contemporânea de Serralves apresenta uma exposição de Olafur Eliasson. Esta exposição — a primeira em Portugal de um dos mais reconhecidos artistas contemporâneos — será constituída por novas esculturas e instalações de grande escala que dialogarão com a organicidade do Parque de Serralves e a arquitetura do edifício do Museu projetado por Siza Vieira.

A exposição é comissariada por Philippe Vergne, Marta Moreira de Almeida e Filipa Loureiro e organizada pela Fundação de Serralves — Museu de Arte Contemporânea, Porto em colaboração com o Estúdio Olafur Eliasson e a galeria neugerriemschneider, Berlim e Tanya Bonakdar Gallery, Nova Iorque / Los Angeles.

Encerramento da exposição no Museu: 8 de março 2020 / Encerramento da exposição no Parque: 14 de junho 2020

Olhar Aprendiz – As múltiplas formas do olhar: Projeto anual com escolas

Dando continuidade ao Projeto Anual com Escolas, no ano letivo 2018/2019 dedicamo-nos à temática dos "modos de ver”. O Serviço Educativo da Fundação de Serralves, mais uma vez, promove a reflexão prática e teórica sobre um tema central na contemporaneidade: O que vemos quando olhamos? De que forma as diferentes maneiras de ver o mundo afetam a nossa opinião sobre ele e sobre as pessoas com as quais convivemos?

A exposição OLHAR APRENDIZ: AS MÚLTIPLAS FORMAS DO OLHAR apresenta os trabalhos desenvolvidos pelas escolas do ensino pré-escolar ao secundário, após um percurso no qual professores e alunos participaram em encontros, num seminário e nas oficinas desenvolvidas pela equipa do Serviço Educativo.

Convidamos todos a experimentarem os "mecanismos do ver” propostos pelas diferentes turmas, mecanismos estes que nos permitirão refletir e rever (Ver mais uma vez? Com maior atenção?) o papel da visualidade no mundo atual.

Acesso: gratuito

  • Local - Sala do Serviço Educativo
  • Dias - 23 MAI 2019 - 15 SET 2019

JOAN JONAS

25 MAI 2019 a 01 SET 2019


Joan Jonas (Nova Iorque, 1936) é uma pioneira da vídeo arte e performance e uma aclamada artista multimédia cuja obra engloba vídeo, performance, instalação, som, texto e desenho. Figura central da performance nos finais dos anos 1960, a sua prática artística foi fundamental para o desenvolvimento de muitos géneros artísticos contemporâneos, desde a performance e o vídeo até à arte conceptual e teatro, sendo atualmente considerada uma das vozes mais influentes na arte contemporânea, em particular para novas gerações de artistas.

- Museu de Arte Contemporânea, Porto

Curadoria Marta Almeida, Diretora Adjunta e Paula Fernandes, Curadora Fundação de Serralves- Museu de Arte Contemporânea, Porto

E Andrea Lissoni, Curador Sénior, Arte Internacional (Filme) Tate Modern e Julienne Lorz, Chief Curator, Gropius Bau, Berlim


Actividades Relacionadas:


04 AGO (DOM), 12h00

Visita orientada à exposição Joan Jonas por Patrícia do Vale, educadora

Mais informação aqui.

31 AGO (SÁB), 17h00

Visita orientada à exposição Joan Jonas por Diana Policarpo, artista

Mais informação aqui.


MANOEL DE OLIVEIRA - A CASA

de 25 JUN 2019 a 27 OUT 2019

A exposição inaugural da Casa do Cinema Manoel de Oliveira incide sobre as múltiplas representações da casa no cinema do realizador, tendo por foco o filme Visita ou Memórias e Confissões (1982). Produzido numa altura em que Oliveira, já septuagenário, se viu forçado a abandonar a casa onde habitou com a família durante mais de quarenta anos, com a determinação de só ser apresentado postumamente, Visita estava predestinado a um estatuto paradoxal: filme de balanço, de memórias e confissões, onde o cineasta recorda o passado ao mesmo tempo que discorre sobre as suas convicções cinematográficas. Visita é também um filme onde se antecipam muitas das realizações — de resto, a parte mais substancial da obra — que, inesperadamente, estavam ainda por vir. O tom é marcado pela despedida (de um lugar, da própria vida), mas o filme acabaria por ser mais profético do que testamentário.

Nele encontramos a mais eloquente expressão da importância que o espaço da casa assume no cinema de Manoel de Oliveira, e que se desdobra nas muitas outras casas que povoam a sua obra: aquelas que dão para a rua, como em Aniki Bóbó (1942) e A Caixa (1994) ou que, pelo contrário, enclausuram no Convento (1995) os diabólicos dilemas da intimidade de um casal. A casa-teatro da farsa burguesa em O Passado e o Presente (1972), a casa-prisão de Benilde ou a Virgem Mãe (1975), as duas casas rivais que precipitam a tragédia em Amor de Perdição (1978) ou os desenganos românticos de Francisca (1981). As casas arruinadas que, com vista param os prósperos solares vinhateiros do Douro, atiçam a erótica social em Vale Abraão (1993) ou comportamentos incendiários em O Princípio da Incerteza (2002). A casa-palco de Mon Cas (1986), onde o cinema é compelido a enfrentar-se teatralmente a si próprio, ou a casa-túmulo de O Dia do Desespero (1992), onde o realizador teatraliza a sua identificação com Camilo Castelo Branco. A casa-navio de Um Filme Falado (2003), a casa-ilha de Party (1996) ou a casa-mundo, asilo de alienados em A Divina Comédia (1991). A casa de onde se foge em O Gebo e a Sombra (2012) ou onde inevitavelmente se regressa em Je rentre à la maison (2001). O estranho caso dessa casa, simultaneamente origem e fim, que, a meio caminho entre recordações e ruínas, é percorrida entre Viagem ao Princípio do Mundo (1997) e Porto da Minha Infância (2001). Ora servindo de motivo para um retrato social do país e uma inquirição do estado do mundo, ora instituindo a construção biográfica do autor como espaço de derivação e centro de gravidade de toda a sua obra, ora, ainda, abrindo portas para o questionamento do ato de filmar e da natureza do cinematográfico, eis algumas das casas que será possível visitar nesta exposição e no ciclo de cinema que a acompanha.

Cenário, temática, símbolo, entidade dramática ou palco, a casa é o território onde se funda a relação entre o privado e o público, o individual e o coletivo. Não é por acaso que este filme da intimidade constitui um primeiro ensaio para NON ou a Vã Glória de Mandar, o grande fresco com que, volvida uma década, Oliveira questiona toda a História de Portugal, desde Viriato à Revolução de 1974. Este choque de escalas estende-se, em Visita, à tensão entre palavra e imagem, entre registo documental e recriação ficcional, entre o visível e o invisível que, além de fazerem do espaço um condensador de tempos diferentes, fazem deste filme — nisso se assemelhando a uma casa — um lugar denso onde se acumulam diálogos e olhares cruzados entre passado, presente e futuro.

Filme de partida e filme de regresso, Visita ou Memórias e Confissões mostra, como nenhum outro filme, que o cinema é uma arte espectral. Um dispositivo fantasmagórico que Manoel de Oliveira nos dá a ver — dando-se a ver — para, numa última palavra e numa derradeira imagem, demonstrar que é possível habitar um filme como se habita uma casa.

Excertos de filmes apresentados na exposição

Visita ou Memórias e Confissões, 1982

NON ou a Vã Glória de Mandar, 1990

O Dia do Desespero, 1992

Um Filme Falado, 2003

Porto da Minha Infância, 2001

Acto da Primavera, 1962

O Passado e o Presente, 1971

Benilde ou a Virgem Mãe, 1974

A Divina Comédia, 1991

Le Soulier de satin, 1985

Cristóvão Colombo: O Enigma, 2007

Inquietude, 1998


MANOEL DE OLIVEIRA: O ACERVO

de 25 JUN 2019 a 29 SET 2019

Integralmente depositado na Fundação de Serralves desde 2016, o Acervo de Manoel de Oliveira reúne um vasto núcleo de documentação, composto por diversos materiais de trabalho — como, guiões, fotografias, textos, desenhos preparatórios e adereços, entre outros —, além de prémios, cartazes, correspondência e de toda a biblioteca pessoal do realizador, o que constitui um precioso instrumento para aprofundar o conhecimento da sua obra, bem como da história do cinema, da arte e da cultura em Portugal nos séculos XX e XXI.

A seleção de documentos que aqui apresentamos, pensada em articulação com a exposição temporária Manoel de Oliveira: A Casa, propõe um percurso através do arquivo reunido pelo cineasta ao longo de mais de oitenta anos tendo por foco alguns dos projetos não realizados. Partindo de uma listagem em que o cineasta enumera os pedidos de financiamento recusados, especificamente no período compreendido entre 1952 e 1963, esta exposição permite antever a amplitude que, noutro contexto político e com condições de produção mais favoráveis, a obra de Manoel de Oliveira poderia ter alcançado. Mas, se esta obra – a mais extensa de todo o cinema português – conheceu inúmeras revezes e interrupções, sobretudo durante a vigência do Estado Novo, certo é também que muitos dos projetos abandonados acabariam, em parte ou no seu todo, por inspirar ou afluir noutros filmes efetivamente realizados. Além de abrir pistas sobre os processos de trabalho e obsessões de Manoel de Oliveira – olhar que é complementado pela apresentação de dois documentários: Manoel de Oliveira (1981), produzido por Augusto M. Seabra e por José Nascimento para o programa "Ecran” da RTP; e Conversazione a Porto: Manoel de Oliveira e Agustina Bessa-Luís (2005), de Daniele Segre – esta exposição evidencia a determinação e persistência com que esta obra foi construída.

Actividades Relacionadas:

VISITAS ORIENTADAS

29 SET | 12H00

Regina Guimarães

13 OUT | 12h00

Nuno Grande

27 OUT | 12h00

Ricardo Vieira Lisboa

  • Local: Casa do Cinema
  • Dias: 25 JUN 2019 - 29 SET 2019


MANOEL DE OLIVEIRA - EXPOSIÇÃO PERMANENTE

de 25 JUN 2019 a 25 JUN 2020

Esta exposição apresenta duas abordagens distintas do cinema de Manoel de Oliveira. Um videowall interativo propõe um percurso através da globalidade da obra do realizador. Organizados numa cronologia que é, por si só, representativa do modo como esta obra evolui ao longo de mais de oito décadas de trabalho, são apresentados diferentes núcleos de documentação relacionados com cada um dos títulos da filmografia de Oliveira. Sequências fílmicas, fotografias, textos, guiões, correspondência, desenhos preparatórios e uma ampla seleção de outros documentos abrem pistas de leitura e contextualizam algumas das questões-chave, dos processos criativos e das opções temáticas e formais que marcam a singularidade desta obra.

Num segundo dispositivo, composto por cinco projeções simultâneas e sincronizadas, testam-se possibilidades de apresentação de materiais cinematográficos em contexto expositivo. A espacialização das imagens promove um confronto entre planos e sequências que, como exercício de análise e recomposição, pretende explorar aproximações, ressonâncias entre diferentes momentos de um mesmo filme e, desse modo, explicitar algumas das particularidades formais do cinema de Manoel de Oliveira.

Sendo permanente, esta exposição pretende ser, também, uma exposição dinâmica. Além de funcionar como um repositório das atividades desenvolvidas pela Casa do Cinema em torno da obra de Manoel de Oliveira, a exposição será permanentemente renovada e reconfigurada, disponibilizando múltiplas visões do cinema do realizador.


Actividades Relacionadas

Visitas Orientadas

29 SET | 12H00

Regina Guimarães

Mais informação aqui.


Ciclo de Cinema: Portas Abertas

Local: Casa do Cinema

Datas: 25 JUN 2019 - 25 JUN 2020


GAME, SET, MATCH

de 28 JUN 2019 a 20 OUT 2019

A coleção de livros de artista do Museu de Serralves, orientada por Guy Schraenen até à sua morte em 2018, é uma das mais importantes da Europa. Nela estão representadas todo o tipo de tendências deste género artístico que surgiu em finais dos anos 1950, quando os artistas inventaram o conceito de "livro de artista”, uma nova e revolucionária

forma de lidar com o espaço do livro para a difusão de ideias e obras. Por ocasião do 20º aniversário do Museu, a exposição em três capítulos Game, Set, Match apresentará as mais destacadas publicações de artistas visuais em todas as áreas, analisando os três campos principais de investigação dentro do universo dos livros de artista: se no primeiro capítulo da exposição estará em foco a noção tautológica do livro de artista enquanto livro, o segundo capítulo irá refletir sobre o livro de artista como obra de arte de direito próprio, equivalente a uma pintura ou escultura; o terceiro capítulo centrar-se-á em trabalhos que se situam na interface entre livro e objeto. Em conjunto, os trabalhos apresentados são exemplos de como os artistas metamorfoseiam os aspetos correntes do livro: não destruindo as suas ideias-chave, mas antes dando-lhe nova vida e perspetivas.

Game, Set, Match: Três conceitos do livro de artista é organizada pela Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea, Porto, e tem curadoria de Maike Aden segundo conceitos de Guy Schraenen.



Há Luz no Parque 2019

de 18 JUL 2019 a 21 SET 2019

Há Luz no Parque - todas as quintas, sextas e sábados

Horário: 21h30 – 00h00 (último bilhete: 23h00)
Entrada:
R. Dom João de Castro, 210

Na sua V edição, a instalação "Há Luz no Parque” representa um momento especial de programação do Parque de Serralves. Nos meses de verão, o Parque é aberto ao público em horário noturno, convidando os visitantes a participar de experiências e vivências ambientais e culturais diferenciadoras. Para tal, vários percursos, árvores e elementos construídos icónicos, são decorativamente iluminados, projetando um jogo de luz na criação de novos cenários que se centram na Alameda dos Liquidâmbares, no Lago e na Quinta. O programa de atividades que acompanha o período de vigência da instalação, apresenta visitas orientadas ao Parque, que numa experiência noturna, realçam e mostram a convergência entre o plano natural e artístico e, em simbiose, contam histórias e reforçam o património natural notável, numa descoberta da vida que desperta à noite.

O CONCEITO DO HÁ LUZ NO PARQUE 2019

Na iluminação de um ambiente exterior, podemos apenas considerar a luz como forma de garantir a funcionalidade do espaço, respondendo a exigências básicas na área da visibilidade e segurança. Porém, a conciliação de tais princípios funcionais com uma dimensão mais expressiva permite explorar as múltiplas potencialidades criativas, lúdicas e pedagógicas que a luz artificial pode deter sobre as pessoas, a natureza e os espaços construídos.

Há Luz no Parque Para:

ORIENTAR

A simples premissa de que só há espaço se houver luz, transforma este elemento num dos mais poderosos instrumentos e meios de expressão ao nosso dispor. Uma das principais funcionalidades da iluminação noturna do Parque traduz-se, antes de mais, na capacidade em organizá-lo e em sugerir direções aos visitantes, ao longo das diversas vias e percursos disponíveis.

Otimizando as condições de visibilidade e segurança das pessoas, este tipo de iluminação exterior permite redescobrir as linhas estruturantes do Parque e a geografia geral da paisagem, assim como orientar os visitantes para determinadas passagens ou lugares-chave.

Com o mínimo de presença e poluição visual possível, a luz surge neste campo como um verdadeiro instrumento de revelação e organização espacial.

CONTEMPLAR

A iluminação artificial permitiu ao ser humano ‘prolongar o dia’ e iluminar o seu ambiente para além dos limites ao alcance do sol.

Mas para além de princípios meramente funcionais, outro importante objetivo da iluminação do espaço exterior é o de criar diferentes ambientes luminosos para o prazer e conforto visual do visitante, viabilizando a observação noturna de determinados cenários ou elementos naturais, edifícios ou objetos artísticos. Neste âmbito, a luz torna-se criadora de pontos referenciais no Parque, atraindo o olhar e observação do visitante para determinadas árvores notáveis, lugares de destaque ou jogos de luz e sombra.

INTERAGIR

A luz poder ser igualmente transformadora de energia em vida, comunicação e arte.

Introduzir o humor e o lúdico numa intervenção de luz realça o poder deste material enquanto ferramenta capaz de gerar ambiências festivas ou cenários efémeros. Em certos pontos do Parque, os visitantes serão convidados a manipular a luz, transfigurando os efeitos desta na paisagem ou mesmo nas pessoas.

RELAXAR

A presença da luz gera distintos efeitos sensoriais, psicológicos e emocionais, desencadeando no observador inúmeras reações: pode levá-lo a sentir-se desconfortável ou descontente sob alguns tipos de iluminação ou muito confortável e estimulado face a outros. Muitas vezes, são estas mesmas sensações que permanecem na memória do indivíduo sobre um determinado local ou acontecimento. Neste sentido, determinados pontos no Parque procuram recriar um ambiente lumínico que convida à pausa e ao relaxamento do visitante, fazendo-o sentir-se "em casa” e disfrutar de um confortável momento de conversa ou de simples introspeção.

PROVOCAR

Le Corbusier definiu a Arquitetura como "o jogo sábio, correto e magnífico das formas sob a luz”. Mesmo de fonte artificial, a luz também é um precioso material imaterial, de estado presente mas não tangível e ausente de gravidade, podendo desempenhar um papel significativo na perceção exterior de um edifício arquitetónico.

- Que portuense alguma vez concebeu que o Museu de Serralves não fosse branco ou a Casa Art Déco não fosse cor-de-rosa?

Intervindo na Arquitetura de forma provocadora e efémera, a luz revela nesta intervenção o seu poder enquanto instrumento de transformação visual ou verdadeiro material de construção.

EDUCAR

Jogando com perceções sensoriais e imaterialidade, a iluminação detém ainda o poder de reproduzir simbologias, simular situações, impor referências.

Neste campo de ação, a luz é usada com objetivos pedagógicos, uma vez que tem a capacidade de penetrar na nossa memória e alertar-nos para assuntos vitais da nossa sociedade contemporânea. Deste modo, certas intervenções no Parque reforçam simbolicamente a importância de dois elementos naturais no nosso planeta: a água e o fogo.

A água, presente ao longo de todo o Parque, escorre por sumidouros, é guiada por regos e contida em espelhos de água, chafarizes ou tanques. A iluminação destes elementos pretende relembrar o visitante da importância deste bem, que embora essencial à sobrevivência do planeta, é cada vez mais escasso. Para a qualidade de vida presente e para a sobrevivência das gerações futuras, é urgente proteger os ciclos naturais da água, recuperar rios poluídos, incentivar a educação ambiental e o uso consciente da água.

O fogo, elemento que contrariamente à água tem de ser combatido, é simbolicamente reproduzido através da luz, no final do Parque, de forma a sensibilizar os visitantes para o perigo que os incêndios florestais representam, anualmente, no nosso país e para o planeta em geral.

Desenho de luz: Rita Mier

Nota: Durante o Há Luz no Parque, a Casa de Chá estará aberta às sextas-feiras e sábados, das 21h30 às 23h30.

Acesso: 5€ (gratuito até aos 12 anos), 50% desconto para Estudantes e > 65

Amigos de Serralves: entrada gratuita

Há Luz no Parque 2019 | Visitas Noturnas Orientadas

de 18 JUL 2019 a 21 SET 2019

Todas as sextas e sábados, com Anabela Pereira, André Rodrigues e Marco Ramos, Educadores do Serviço Educativo.

Nestas visitas noturnas ao Parque de Serralves, os participantes terão oportunidade de saber mais sobre a história e curiosidades do Parque enquanto partem à (re)descoberta dos seus espaços mais emblemáticos e das suas árvores mais notáveis, agora artisticamente iluminados. Uma experiência inesquecível a não perder.

Datas:

02, 03, 09, 10, 16, 17, 23, 24, 30, 31 AGO

Acesso: 5€ (gratuito até aos 12 anos) Amigos de Serralves: 10% de desconto

Lotação: máximo 35 adultos

Nota: as visitas orientadas podem assumir circuitos diferenciados, mediante o público participante, de forma a incluir pessoas com mobilidade reduzida.

Há Luz no Parque 2019 | Sonho de uma Noite de Verão - Visitas Orientadas

de 25 JUL 2019 a 19 SET 2019

Todas as Quintas-feiras, de 25 JUL a 19 SET.

Com Investigadoras do CIBIO-InBIO (Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos): Raquel Ribeiro, Teresa Matos Fernandes.

Rasgos de luz verde néon na escuridão, um zumbido constante interrompido ocasionalmente por um piar estranhamente familiar e, simultaneamente, distante. Pedaços de silêncio entrecortados por imponentes coros de rãs ou delicados assobios. Como num psicadélico sonho, os vários enredos da vida noturna do Parque intersectam-se, fundem-se e separam-se, a recordar a intemporal peça de Shakespeare. Partiremos, sem guião, num percurso pelo Parque para imergirmos e fundirmo-nos com o sonho.

Nota: as visitas orientadas podem assumir circuitos diferenciados, mediante o público participante, de forma a incluir pessoas com mobilidade reduzida.

Acesso: 5€ (gratuito até aos 12 anos) Amigos de Serralves: 10% de desconto

Lotação: máximo 35 adultos


FÉRIAS DE VERÃO EM SERRALVES

de 01 JUL 2019 a 30 AGO 2019

Férias em Serralves é um programa de oficinas de teor lúdico-pedagógico dirigido a crianças e jovens entre os 4 aos 12 anos de idade. Em contacto com o Museu de Arte Contemporânea, com o Parque e com a Quinta, as crianças são convidadas a explorar estes espaços através do seu envolvimento em atividades que valorizam a curiosidade e a criatividade, a experimentação e a vivência em grupo.

Este Campo de Férias, que se desenvolve ao longo de uma semana (manhãs e/ou tardes), propõe desafios no âmbito das artes plásticas, das ciências experimentais, do movimento e da expressão. As Oficinas Temáticas compreendem sessões sequenciais com a duração de 3 horas ao redor de um tema nuclear comum entre Artes e Ambiente. Estas oficinas contemplam ao longo de cada semana um conjunto diversificado e transversal de experiências que permitem às crianças o contacto e a participação ativa com conteúdos emergentes, no âmbito da ecologia, das artes e da cultura.

Férias recheadas de experiências incríveis que lhes ficarão na memória!

Horários:

09h30 - 12h30

14h00 - 17h00

Acolhimento (gratuito):

08h30 - 9h30

17h00 - 18h00


MARIONETAS E FANTOCHADAS

18 AGO 2019

Com as mãos tudo se faz e se desfaz. Vem construir e animar uma marioneta com as tuas próprias mãos. Inspirados pela morfologia das aves e dos insetos, vamos criar formas híbridas das espécies que já conhecemos, explorar novas identidades e personagens e imaginar múltiplas narrativas com as nossas marionetas.

E quando o corpo da marioneta adormecido animares, começa a dança da Natureza! A voar, a passarinhar, a rastejar ou a saltitar nas tuas mãos, lá vai a marioneta no vendaval da vida.

Conceção e dinamização: Mariana Moranduzzo

Acesso: custo por adulto 5€; entrada gratuita para crianças até aos 12 anos; desconto de 50% para jovens entre os 13 e os 18 anos. | Amigo Família de Serralves - 4,50€

  • Local Lagar da Quinta
  • Horário10h00 - 13h00
  • Dias18 AGO 2019
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