Jacinto Lucas Pires-Henrique Raposo
Um escritor, dramaturgo e cineasta e um “proletário do teclado” e cronista. Discordam profundamente na maior parte dos temas. À segunda e quarta, às 9h15
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Jacinto Lucas Pires e Henrique Raposo - Dois anos depois de Pedrógão - 17/06/2019
Jacinto Lucas Pires e Henrique Raposo - Dois anos depois de Pedrógão - 17/06/2019

H. Raposo

"Eucaliptos não são a principal causa dos incêndios, tem a ver com a incúria"

17 jun, 2019 • Redação


Comentador da Renascença considera que Estado é o primeiro a falhar em medidas de prevenção, nomeadamente na limpeza das bermas e de árvores que ladeiam estradas.

O comentador da Renascença Henrique Raposo não vê razão para culpar apenas os eucaliptos. "É muito fácil diabolizar os eucaliptos, mas os dados dizem que os eucaliptos não são principal causa dos incêndios, tem a ver com a incúria".

O comentário surge a propósito da notícia que refere que na zona de Pedrógão Grande, atingida há dois anos por grandes incêndios, os eucaliptos estão a crescer descontroladamente.

Henrique Raposo considera ainda que, em matéria de prevenção de incêndios, o Estado é o primeiro a não dar o exemplo certo. "Tenho visto muitas estradas nacionais que me fazem lembrar a estrada da morte, rodeadas de árvores com as copas a formar um cone, à espera da primeira fagulha", adverte.

Já o escritor Jacinto Lucas Pires reconhece que têm sido dados alguns passos nesta matéria, mas diz que avanços têm de ser mais rápidos. "É um daqueles casos em que temos de resolver tudo ao mesmo tempo", diz.

Comentários
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  • virgilio
    17 jun, 2019 porto 15:35
    A entrada na então CEE transformaram um País agrícola em PAÍS Florestal sem transição nem considerações cientificas e meramente politicas era a integração do topo- elite politica dominante- para baixo o POVO.Na vez de andarem a aumentar impostos e desenraizamento cultural deveriam imperiosamente criar estruturas publicas e ou privadas para limpezas.Como marxistas são mais virados para o saque fiscal do que para gestão protetora ,acusam privados, estes o publico etc.Sendo um problema novo caberá ao estado sem agressões e sem coimas promover estratégia que resolva o problema global do País.Estamos num limbo permanente na vez de criar empresas para o efeito que sirvam publico e privado ,o resto é irracionalidade,litigio,agressâo e confisco.A conflitualidade tende a agravar-se na sociedade PORTUGUESA que vai deixar de ser um POVO de brandos costumes.A detenção ,porte e uso imediato de armas a conceder aos funcionários do FISCO para matar contribuinte? sâo a prova da falta de consideração que os contribuintes têm já pelos governos e seus braços armados.A revolta está a instalar-se e o País é que perde a paz ,turismo,investimento estrangeiro de relevo etc.