Fernando Medina-João Taborda da Gama
O presidente da Câmara de Lisboa e um professor universitário (especialista em direito fiscal) a viver na capital olham para os principais temas da atualidade. Às terças e quintas, às 9h15
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Fernando Medina e João Taborda da Gama - Amianto - 13/06/2019
Fernando Medina e João Taborda da Gama - Amianto - 13/06/2019

F. Medina/J. Taborda da Gama

Medina garante que edifícios com amianto em Lisboa não representam risco

13 jun, 2019 • Redação


Presidente da Câmara de Lisboa admite haver "menos de meia dúzia" de edifícios municipais com este material, mas lembra que só com a libertação de partículas é que este se torna perigoso para a saúde.

O presidente da Câmara de Lisboa admite que estão identificados “menos de meia dúzia” de edifícios com amianto em Lisboa, mas que a presença deste material não representa uma ameaça para a população.

Questionado sobre os números para a cidade de Lisboa na sequência da notícia da Renascença que avança que há mais de 3.700 edifícios com amianto no país, Fernando Medina esclarece que, em Lisboa, ainda há "menos de meia dúzia" de casos, mas que estes não colocam a população em risco.

“A câmara fez um levantamento há uns anos e, paulatinamente, veio a fazer a retirada do amianto nas situações em que poderia haver risco. Neste momento restam menos de meia dúzia de situações de equipamentos municipais que ainda têm”, diz Medina.

“É importante ter presente que o amianto só se torna perigoso e cancerígeno quando está partido ou está degradado. Isto é, quando faz a libertação das partículas. Se estiver estabilizado ou até se estiver coberto e encapsulado, não apresenta perigo”, lembra o autarca, garantindo que não é o caso nos edifícios públicos em Lisboa.

Já João Taborda da Gama lembra que o Estado deve “dar o exemplo” e ser célere na “remoção e substituição” quando é identificada uma situação de risco, mas realça que essa remoção deve ser feita com cuidado, uma vez que, se a retirada deste material potencialmente cancerígeno for feita sem as devidas medidas, pode criar uma situação de risco onde antes não havia.

“A remoção do amianto é quase um transporte nuclear. A legislação para que aquilo seja bem feito obriga a um conjunto de cuidados, a equipas certificadas, especializadas, com máscaras, com avisos, com a remoção imediata”, destaca ainda Taborda da Gama, que aponta para uma falta de informação da população sobre o problema.

O amianto foi utilizado na construção há alguns anos. É uma fibra natural mineral que foi muito usada em edifícios (como em tetos falsos, revestimentos ou isolamentos) e maquinarias entre os anos 50 e 90 do século passado.

A inalação de partículas de amianto está associada ao risco de contrair doenças como o cancro.

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