Opinião de Ribeiro Cristovão
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Há loucos à solta na Champions

09 mai, 2019 • Opinião de Ribeiro Cristovão


O Ajax reunia todas as condições para chegar à final, a Madrid, no próximo dia 1 de Junho.

Já não bastava um frenético Liverpool-Barcelona, capaz de roubar o sono a muita gente, e eis que vinte e quatro horas depois Ajax e Tottenham reforçam a dose, deixando meio mundo a falar das mais importante competição mundial de clubes de futebol, na busca de adjectivos para qualificar outro jogo de loucos no qual parece ter acontecido tudo ao contrário daquilo que era previsível.

Depois de na fase a eliminar ter afastado dois colossos, Real Madrid e Juventus, e de ter regressado de Londres há oito dias com a vantagem de um golo obtido no estádio do Tottenham, no primeiro jogo das meias-finais e, sobretudo, dada a qualidade do seu futebol, exibido por uma equipa jovem, o Ajax reunia todas as condições para chegar à final, a Madrid, no próximo dia 1 de Junho.

E essa ideia saía ainda mais reforçada quando ao intervalo, no Arena, em Amsterdão, a fantástica equipa holandesa regressava ao balneário por entre enorme euforia a vencer por dois a zero.

Só que, a parte mais emocionante da história estava, afinal, por escrever.

E, de facto, no segundo tempo deu-se a ressurreição dos "spurs".

E, quais gladiadores de um qualquer circo romano da antiguidade, caíram sobre os “filhos dos deuses” disparando no último segundo do jogo a flecha que faltava, com o brasileiro Lucas Moura a servir de arqueiro-mor do reino.

Começava aí a grande orgia da grande festa, prosseguida num balneário efervescente.

Duas equipas inglesas, Liverpool e Tottenham, estarão, assim, na final de Madrid, cidade que os vai receber em festa, depois de afastado o fantasma da presença incómoda do Barcelona na praça Cibelles, o local das grandes celebrações.

Há onze anos que acontecera coisa semelhante: na temporada 2007/2008, Manchester United e Chelsea disputaram a final da Champions no estádio Luzhniki, em Moscovo, tendo sido então necessário recorrer ao desempate por grandes penalidades.

Cristiano Ronaldo acabaria por conquistar aí o primeiro grande troféu da sua já longa e triunfante carreira.

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