Francisco Assis-João Taborda da Gama
Um eurodeputado a viver em Bruxelas e um professor universitário (especialista em direito fiscal) a viver em Lisboa olham para os principais temas da atualidade. À terça e quinta, às 9h15.
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Debate Francisco Assis e João Taborda da Gama - 06/12/2018
Debate Francisco Assis e João Taborda da Gama - 06/12/2018
F. Assis

Prisões sobrelotadas e com condições degradadas. Situação "é preocupante"

06 dez, 2018


"Há sobrelotação das cadeias e de há muitos anos a esta parte tem-se vindo a assistir a uma progressiva degradação das condições em que as mesmas funcionam", diz o comentador da Renascença.

O eurodeputado socialista Francisco Assis considera que os problemas recentes em várias prisões do pais, entre as quais o Estabelecimento Prisional de Lisboa, em Custóias e em Santa Cruz do Bispo, revelam a "situação preocupante" em que as prisões se encontram.

"Há sobrelotação das cadeias e de há muitos anos a esta parte tem-se vindo a assistir a uma progressiva degradação das condições em que as mesmas funcionam", diz o comentador da Renascença, no habitual espaço de debate do programa Carla Rocha - Manhã da Renascença.

Na mesma linha, o professor universitário João Taborda da Gama lembra que "as condições da população encarcerada devem preocupar uma civilização e devem preocupar as pessoas de forma especialmente grave". Taborda da Gama considera que o principal objetivo da sociedade para uma pessoas que esteja encarcerada é que "seja recuperada". "A privação de liberdade não é a degradação das condições de vida de uma pessoa", remata.

Os guardas prisionais iniciam esta quinta-feira uma nova greve nacional que se prolonga até 18 dezembro e realizam uma vigília em frente à Presidência da República para exigirem a revisão do estatuto profissional. Nos últimos dias estiveram também em protesto o que impediu visitar, por exemplo, no Estabelecimento Prisional de Lisboa.

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  • Rosário Pinto leite
    06 dez, 2018 LAmego 10:52
    Acho muito sensato preocuparem-se com os presos… mais importante é preocuparem-se com os doentes que ficam sem serem operados, meses de espera de situações que implicam sofrimentos e muito incapacitantes para os próprios e implicações nas famílias, análises urgentes para os doentes, para o seu diagnóstico e implicações na terapia que deveriam com urgência tomar, que não são realizadas, devido a greves de enfermeiros, auxiliares,..... -estas greves têm muito mais implicações do que as dos polícias. Onde estão os direitos dos doentes? Bem mais grave que os presos não terem visitas….