Opinião de Ribeiro Cristovão
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No fio da navalha

27 nov, 2018 • Opinião de Ribeiro Cristovão


Se apenas olharmos para os últimos desempenhos dos jogadores de Rui Vitória, e particularmente para o jogo com o Arouca, na passada sexta-feira, é caso para dizer que tudo isso não augura nada de bom.

Vai ser retomada hoje a caminhada na Liga dos Campeões Europeus com algumas das grandes decisões à vista tudo dependendo dos resultados que venham a registar-se.

No caso português, o do Benfica é, sem dúvida, o mais importante.

Os encarnados estão em Munique, para ali se encontrarem com um Bayern surpreendentemente debilitado, permitindo assim que volte a acender-se uma luz ao fundo túnel e dar-lhe maior intensidade se o Benfica for capaz de ir além do esperado, arrancar uma vitória frente aos bávaros, e ter ainda pelo seu lado um resultado conveniente no desafio que se joga à mesma hora em Atenas entre o AEK e o Ajax.

Se apenas olharmos para os últimos desempenhos dos jogadores de Rui Vitória, e particularmente para o jogo com o Arouca, na passada sexta-feira, é caso para dizer que tudo isso não augura nada de bom. A equipa não rende, o divórcio com o público começa a atingir proporções pouco recomendáveis, e a contestação ao treinador tem vindo gradualmente a subir de tom.

Mesmo encontrando-se no fio da navalha, este é o momento ideal para iniciar a reviravolta.

E, jogando fora do estádio da Luz, onde os jogadores parecem sofrer os maiores constrangimentos, até pode acontecer que a equipa encontre melhor inspiração e consiga um resultado (só a vitória interessa) que permita acumular com o resultado conveniente em Atenas.

A bola está, assim, do lado do Benfica, dos seus jogadores e do seu técnico.

A sua capacidade de realização é sem dúvida superior àquilo com que tem presenteado os seus sócios e adeptos.

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