A+ / A-

Traficante mais procurado do mundo começa a ser julgado nos EUA

05 nov, 2018


“El Chapo” começou a vender drogas aos 15 anos e chegou a entrar na lista de bilionários da revista “Forbes”.

Joaquín Guzmán, mais conhecido como “El Chapo”, começa a ser julgado nesta segunda-feira em Nova Iorque e pode ser condenado a prisão perpétua.

Em janeiro do ano passado, e depois de algumas fugas espetaculares no México, aquele que é considerado o líder do maior cartel de droga do mundo foi extraditado pelo México a pedido dos Estados Unidos e presente ao juiz num tribunal federal de Brooklyn.

Em todas as acusações, o “barão da droga”, hoje com 61 anos, declarou-se inocente.

Joaquín Archivaldo Guzmán Loera nasceu em 4 de abril de 1957 numa família humilde de uma pequena localidade rural (La Tuna) do violento estado mexicano de Sinaloa. Aos 15 anos, já vendia droga e, em 1989, fundou o cartel de Sinaloa. “El Chapo” (que em português significa “o baixinho”) chegou mesmo a entrar na lista dos mais ricos do mundo da revista “Forbes”.

Durante anos, foi o homem mais procurado pelos Estados Unidos. Agora, vive numa prisão de Manhattan em isolamento quase total e queixa-se das condições. Numa carta enviada em fevereiro ao juiz Brian Cogan, o traficante diz que “se não está muito frio, faz calor demais” e que “é uma tortura de 24 horas a cada dia”.

“El Chapo” perdeu peso e diz ter problemas de saúde: “muitas dores de cabeça todos os dias”, vómitos “todos os dias” e dois dentes que não arranjou e “doem muito”.

As únicas pessoas que pode ver na cadeia são as filhas gémeas, de sete anos, e apenas através de um vidro. A mulher, Emma Coronel, também está interdita de o visitar.

“El Chapo” é acusado de traficar mais de 155 toneladas de cocaína aos Estados Unidos, muitas toneladas de heroína, metanfetamina e maconha ao longo de 25 anos.

O julgamento deverá custará milhões de dólares e durar mais de quatro meses.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.