Opinião de José Luís Ramos Pinheiro
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Opinião

Tancos: um caso lamentável

04 out, 2018 • Opinião de José Luís Ramos Pinheiro


O caso Tancos está cada vez mais grave. Se Azeredo soubesse, António Costa ignorava?

O tratamento do caso de Tancos merece as maiores cautelas. As surpresas têm sido muitas. E não parecem ter terminado.

Publicamente e politicamente, o ministro da Defesa geriu o caso de modo fleumático. Na prática, desvalorizou o roubo, reduziu-o talvez a um ‘não roubo’. Deixou correr a ideia de que sabia mais do que dizia. Zurziu a oposição de todos os modos e feitios. Exibiu uma segurança que os factos não permitiam.

Correu-lhe mal e, sendo um homem muito inteligente, Azeredo Lopes sabe disso. Isto é uma coisa.

Estar a par do eventual encobrimento do roubo de Tancos, é outra conversa. E uma conversa (muito) mais grave.

Será necessário ouvir todas as partes e deixar correr as investigações judiciais. Se porventura – e por completo absurdo – viesse a provar-se que o ministro da Defesa tinha tido, nalgum momento, conhecimento do que efetivamente se passou, os olhares voltar-se-iam não apenas para Azeredo Lopes, mas também para o chefe do Governo. Se Azeredo soubesse, António Costa ignorava?

Ao longo de meses sucessivos, os episódios de Tancos envergonham-nos e deixam-nos, enquanto Estado e enquanto país, mal colocados. Mas seja ela qual for, a verdade deve vir ao de cima. Para acabar com todas as dúvidas e, de preferência, restaurar a confiança nas Instituições e nos seus representantes.

Comentários
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  • Helena Matos
    12 out, 2018 Coimbra 05:41
    Num país decente este ministro já estava no olho da rua. O Ministerio da Defesa não pode ter à frente um fulano que nunca sabe de nada e mostra-se aparvalhado qdo a CS traz à liça alguma coisa. A criatura só sabe das coisa qdo os jornalistas lhas poem à frente do nariz. Até aí nunca viu nada, não sabe se havia em Tancos armas ou não, não sabia se tinha havido roubo, tb não sabe como é q as armas apareceram, se estavam todas ou não, se estavam operacionais ou nao, nem quantas eram. Ainda q mal pergunte: entrega-se a Defesa de um país a um fulano q não vê nada do q se passa debaixo do nariz? Estamos entregues à bicharada. Somos a risota da Europa em termos de tropa e o Chefe das FA mais o PM ficam calados sobre este caso mas não deixam de comentar a vidinha do CR7. São as prioridades desta gente!
  • Grande Inventona
    07 out, 2018 Lisboa 07:53
    A farsa do Assalto é bem maior e mais recanbolesca do que a farsa do Aparecimento. O ex fuzileiro também cantou. Não foi só o major a cantar. A PJ já está há muito a analisar a afinação do canto de tão grandes cantores. O advogado do Major, que por azar só defende inocentes que são sempre condenados, diz que o seu cliente é muito honrado!!!!!!!!!!. Quanto ao ex fuzileiro, que não era traficante a tempo inteiro, Que é ele fazia? Esperem pela pancada.
  • O Toureiro
    06 out, 2018 Azinhaga do Ribatejo 10:52
    Antigamente enganavam-se os tolos com bolos, agora engana-se o néscio povo, com falsos roubos e morte de touros, como se não ocorressem ambas, em terras Ribatejanas.
  • O EMBUSTE DE TANCOS
    06 out, 2018 Castelo de Almorol 10:40
    No rescaldo dos incêndios de Pedrogão, o que o Governo mais desejava, era uma nova distração para as massas emburrecidas, ávidas de novidade. A novidade forja-se, como feitiço. E parece que deu resultado! No rescaldo dos fogos de Outubro o feitiço inverte-se, eclipsa-se o feiticeiro, aparecem as armas.!!!! Ignoram-se incêndios e incendiários!, Os larápios até devolveram as armas com alvissaras, trazendo mais que aquelas que levaram.