Opinião de Ribeiro Cristovão
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​Brincar com a sorte

03 out, 2018 • Opinião de Ribeiro Cristovão


A “débacle” ainda começou antes da expulsão de Rúben Dias, quando a equipa de Rui Vitória adormeceu sobre a vantagem conseguida.

Depois de ter chegado com relativa facilidade à vantagem de dois-a-zero no jogo de ontem em Atenas, o Benfica deu o flanco e permitiu que os gregos dos AEK conseguissem igualar o marcador e, mais, ameaçar a equipa portuguesa ao ponto de fazer passar a ideia de que seria possível acabar por cima, ganhando um jogo que pareceu irremediavelmente perdido sobretudo durante a primeira parte.

A “débacle” ainda começou antes da expulsão de Rúben Dias, quando a equipa de Rui Vitória adormeceu sobre a vantagem conseguida no primeiro quarto de hora caindo num entorpecimento que poderia ter-se tornado fatal.

Depois, a expulsão jovem central acabou definitivamente com o período de ouro benfiquista e permitiu aos gregos do AEK a ressurreição que eles próprios já julgavam impossível. E em apenas dez minutos Klonaridis fez soar as campainhas e lançar o aviso de que o desastre estava iminente.

Valeu Alfa Semedo, um coelho tirado da cartola por Rui Vitória, a fazer de Éder da Champions, para fazer regressar o Benfica a uma vantagem já considerada impossível, mas que foi possível aguentar e mercê da qual foi possível meter dois proveitos no mesmo saco, 2 milhões e setecentos mil euros, e três preciosos pontos, muito importantes para a luta a travar com o Ajax, que se passou a perfilar ainda mais como seu concorrente na chegada ao segundo lugar do grupo.

Hoje, o Futebol Clube do Porto recebe no seu estádio os turcos do Galatasaray. Se não entrar no reino das facilidades, o campeão nacional tem condições para vencer este adversário.

Basta-lhe encarar o jogo com seriedade e entrega indispensáveis para alegrar a plateia do Dragão.

Brincar com a sorte já bastou ao Benfica.

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