A+ / A-

Mais feridos e previsão de uma "noite muito dura" em Monchique

06 ago, 2018


Foram evacuadas as aldeias de Fóia e Cascalheira e a zona da barragem de Odelouca. Mais de mil bombeiros continuam a combater o maior incêndio do ano em Portugal.

O fogo de Monchique voltou a complicar-se esta segunda-feira à tarde, o número de feridos aumentou e as atenções estão agora centradas na aldeia de Fóia, barragem de Odelouca e sítio da Cascalheira.

O balanço foi feito pelo comandante Abel Gomes, da Proteção Civil, em conferência de imprensa realizada ao final da tarde.

Desde que o incêndio deflagrou, na sexta-feira, 66 pessoas foram assistidas, mais 21 em relação ao balanço manhã, e 29 feridos, mais quatro em relação ao último “briefing”. Estes quatro feridos são leves.

Durante a tarde foram evacuadas as aldeias de Fóia e Cascalheira e a zona da barragem de Odelouca, refere o comandante Abel Gomes.

A combater as chamas estão 1.105 operacionais, apoiados por 341 veículos.

"A situação continua complexa. Vai ser uma noite muito dura de muito trabalho para tentarmos levar a efeito o plano de ação e debelar este incêndio”, adianta o responsável.

A meteorologia "não vai estar favorável" ao combate às chamas. As temperaturas na zona de Monchique vão continuar altas e humidade relativa vai continuar baixa.

“Conforme disse de manhã, existiam zonas muito sensíveis, pontos quentes, que não estavam perfeitamente consolidadas, os quais face à meteorologia, que continua também ela adversa, para quem tem de combater este incêndio, reativaram e com grande intensidade. A situação infelizmente alterou-se. Tínhamos uma situação mais favorável, registaram-se várias projeções as quais tiveram um comportamento violento criando grandes dimensões de imediato”, explica o comandante Abel Gomes.

Questionado pelos jornalistas, o responsável disse não ter conhecimento de pessoas desaparecidas.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • João
    06 ago, 2018 Anadia 22:29
    Vergonha!... e vem o Presidente e o Ministro dizer que é uma resposta fantástica! querem enganar quem? É verdade que onde ardeu no ano passado este ano não arde, e não é por ação do Governo! Não se ataca no inicio, porque se assim for, deixa de haver motivo para aviões e milhões…. os aviões/helicópteros podem descarregar a água que quiserem, só fazem vapor, porque a água é vaporizada imediatamente pela elevada temperatura. Pobres cidadãos (bombeiros e população) que se limitam a ver arder e a tentar defender pessoas e bens, perante um monstro que se deveria e poderia evitar com combate inicial. PLEASE, ataque inicial, rápido e forte! Corta-fogo, limpeza de terrenos, aviões, milhares de bombeiros e viaturas, Leis e afins, de NADA servem! (exceto a ação do Governo, que essa, é sempre de grande sucesso!!!)