O Mundo em Três Dimensões
Números que contam histórias. De segunda a sexta às 05h40, 14h30 e 21h10 com reposição ao fim-de-semana.
A+ / A-
Arquivo
O Mundo em Três Dimensões - Cancros de pele - 11/05/2018
O Mundo em Três Dimensões - Cancros de pele - 11/05/2018
O Mundo em Três Dimensões

Mais de 12 mil novos casos de cancro de pele em 2018

11 mai, 2018 • André Rodrigues , Paulo Teixeira (sonorização)


O número é antecipado pela Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo. Dos mais de 12 mil novos casos diagnosticadas, mil serão melanomas. Entre 2011 e 2015, o custo dos cancros de pele para os hospitais públicos em Portugal Continental rondou os 140 milhões de euros.

A poucas horas de mais um fim de semana, é provável que esteja a fazer planos para passeios em família ou idas à praia com amigos. Se o tempo deixar, é claro. O mesmo é dizer, se estiver sol.

Só que aquilo que vai ler de seguida vale para todos os dias soalheiros, principalmente quando o calor convidar a roupas mais frescas que descobrem mais o corpo.

A Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo (APCC) prevê que ao longo de 2018 sejam diagnosticados mais de 12 mil novos casos. E desses, cerca de mil serão melanomas, o tipo mais agressivo de cancro de pele.

Todos os sintomas exigem a sua atenção: a começar pelos sinais. Se notar que crescem ou mudam de cor, se sentir dor, nem hesite. Consulte um dermatologista, porque quanto mais cedo for detetado um cancro de pele maiores são as hipóteses de cura.

Caso contrário, o risco aumenta. E com ele também o peso dos tratamentos hospitalares.

Entre 2011 e 2015, o custo dos cancros de pele para os hospitais públicos em Portugal Continental atingiu um total próximo dos 140 milhões de euros.

Acredite, o caso é mesmo sério.

Numa declaração recente ao portal Observador, o presidente da associação portuguesa de cancro cutâneo confirma que num só dia de rastreio em 2017, foram detetados 101 casos de cancro de pele, 19 dos quais melanomas.

E desde 2010, assiste-se a um aumento preocupante do número de casos.

Em 1.500 pessoas rastreadas há um ano, 60% foram mulheres com idade média de 52 anos.

Duas em cada cinco apresentavam lesões resultantes de queimadura solar. E são precisamente essas que apresentam maior risco.

Por isso, todo o cuidado é pouco. O sol aquece-nos os dias, torna-os mais alegres.

Por isso não deixe que essa alegria dê lugar a um problema grave.

E siga este conselho, para si e para os seus. Principalmente se tiver crianças pequenas: evitar a exposição solar as 12h00 e as 16h00.

E não esquecer o protetor solar.

Não é que não o saiba. Mas nunca é demais recordar.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.