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Évora. Exposição “Do outro lado” mostra arte latino-americana

16 jun, 2021 - 11:30 • Rosário Silva

Fundação Eugénio de Almeida associa-se à comemoração dos 25 anos do Museo Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporánea, situado em Badajoz.

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Alguns dos mais representativos trabalhos de artistas latino-americanos que integram a coleção do Museo Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporáneo (MEIAC), vão estar em exposição na cidade de Évora, a partir do dia 19 de junho.

A exposição “Do outro lado” abre ao público este sábado, no Centro de Arte e Cultura (CAC) da Fundação Eugénio de Almeida (FEA), no âmbito de uma parceria entre as duas instituições e quando o MEIAC está a celebrar 25 anos de vida.

“Representando em si própria uma estratégia de diálogo transfronteiriço e transterritorial, a parceria estabelecida com o MEIAC, situado em Badajoz, permite à FEA dar continuidade a uma aposta de internacionalização do seu Centro de Arte e Cultura”, justifica a instituição, numa nota enviada à Renascença.

Através de “parcerias institucionais e da colaboração com curadores e artistas estrangeiros”, pretende-se oferecer “mais oportunidades de aproximação do público ao universo da criação artística contemporânea internacional”, atendendo “à visão e da obra de alguns dos seus protagonistas”, acrescenta.

Atualmente, a coleção ibero-americana do MEIAC é considerada uma das mais importantes da Europa no seu género. A exposição “Do outro lado” apresenta obras, precisamente, “do outro lado da fronteira, que chegaram ao Museo Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporáneo desde o outro lado de uma outra fronteira tão física e determinante como um oceano interposto entre dois continentes”, complementa a FEA.

Andrés Serrano e Ray Smith (Estados Unidos da América); Antonio Seguí, Dino Bruzzone, Guillermo Kuitca e Liliana Porter (Argentina); Arturo Elizondo (México); Carlos Capelán e Martín Sastre (Uruguai); Daniel Senise, Eduardo Kac, Mario Cravo Neto e Saint Clair Cemin (Brasil); Felix Curto e Miguel Rio Branco (Espanha); Francis Alÿs (Belize); José Bedia, Liset Castillo, Los Carpinteros, Marta Pérez Bravo e Segundo Planes (Cuba); Manuel Ocampo (Filipinas); Mario Opazo (Colômbia) e Priscilla Monge (Costa Rica), são os artistas presentes nesta exposição com trabalhos de pintura, escultura, fotografia, serigrafia, instalação e vídeo.

“Num tempo em que tantas fronteiras se estão a transformar, esta exposição pretende ser uma reivindicação da arte latino-americana para além dos territórios, enfatizando a sua diversidade antropológica, a sua capacidade de hibridização e miscigenação e a sua crescente universalidade”, explica o curador, José Ángel Torres Salguero.

“Os artistas de origem latino-americana têm sido testemunhas, e ao mesmo tempo atores, da subversão de fronteiras e identidades que antes eram inamovíveis”, sublinha, “o que lhes tem permitido explorar as linguagens, as estéticas e as técnicas que hoje definem a arte contemporânea.”

Para José Ángel Torres Salguero, essa “é a realidade em que se encontra a arte latino-americana do século XXI, caleidoscópica e em contínua transformação.”

Desde a sua inauguração, há 25 anos, que o Museo Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporáneo, situado em Badajoz, mantém uma forte ligação com a criação artística de países da América Latina, dispondo de mais de duzentas obras e 73 artistas latino-americanos representados em acervo.

A exposição, que agora chega a Évora, tem entrada livre e vai poder ser visitada no piso 1 do Centro de Arte e Cultura da FEA, de 3ª feira a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00.

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