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Ribeiro Cristovão
Opinião de Ribeiro Cristovão
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​A caminho do entendimento

26 mai, 2021 • Opinião de Ribeiro Cristovão


Uma reunião que parecia não fazer de qualquer agenda, mas que deve ser encarada como muito importante, sobretudo tendo em conta o futuro do futebol português.

Não se sabe por quem foi convocada a reunião realizada ontem na Mealhada, nem esse é o aspeto mais importante, na qual tomaram parte os principais responsáveis dos dezoito clubes que vão tomar parte na próxima edição do Campeonato da Primeira Liga.

Uma reunião que parecia não fazer de qualquer agenda, mas que deve ser encarada como muito importante, sobretudo tendo em conta o futuro do futebol português.

A primeira impressão que resulta deste encontro inesperado assenta no facto de deixar a impressão de que os responsáveis dos clubes começam, finalmente, a tomar consciência de que fazem parte de um negócio que só terá resultados positivos se for encarado por todos da mesma maneira e visando iguais interesses.

O que acontece nos jogos deve ser exclusivamente discutido em campo pelos atletas, e deles não podem nem devem depender os humores dos dirigentes e, muito menos, as maquinações com que esbarramos tão frequentemente ao longo das temporadas.

Lendo o comunicado final do encontro constata-se que a primeira preocupação tem a ver com o regresso do público aos estádios de futebol. Os prejuízos causados por tantos meses de ausência, determinada por uma pandemia que ainda ameaça, são incalculáveis e colocaram aos clubes problemas de complicada solução, tanto financeiras como desportivas.

Há, porém, um aspeto a que deve ser dado relevo, quando se afirma, e passamos a citar:

“É chegado o momento de as Sociedades Desportivas se entenderem em matérias estruturantes e que afetam todo o sector, sem intermediários e sem a intervenção de entidades que ultrapassam os seus desígnios e que, por vezes, contra elas concorrem” .

O comunicado acrescenta depois dez pontos considerados prioritários e que abordam outras questões julgadas indispensáveis para garantir o futuro dos clubes e, de forma mais abrangente, o próprio edifício do futebol.

Por tudo isto, este comportamento dos dirigentes poderá tornar-se no mais sério e importante contributo para seja possível remar no mesmo sentido, defendendo interesses que, por serem comuns, não podem nunca ser subvalorizados.

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