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Número de alunos no ensino profissional desce e afasta-se da meta dos 50%

21 mai, 2021 - 00:00 • Joana Gonçalves

Apenas 36% dos alunos do secundário estão matriculados no ensino profissional, um valor ainda abaixo da fasquia dos 50%, frequente em vários países europeus e apontada como uma meta por Tiago Brandão Rodrigues, em 2018.

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O número de alunos do ensino secundário matriculados nas vias profissionalizantes registou um decréscimo no ano letivo 2018/2019.

De acordo com a última atualização do ministério da Educação, o país soma 110.184 alunos no ensino profissional, o que representa 36,2% do total de matriculados no ensino secundário.

Os números apontam, assim, para uma inversão da tendência de aumento registada no ano letivo anterior. Este valor coloca Portugal ainda mais distante de atingir a meta dos 50%, frequente em muitos países europeus.

Esta fasquia foi apontada como uma meta pelo Governo PSD/CDS (2011-2015), quando Nuno Crato era ministro da Educação. O Governo PS, que lhe sucedeu, traçou um cenário mais ambicioso, estabelecendo como objetivo ter mais de metade dos alunos do secundário, no ensino profissional.

Na mudança de Governo, o mesmo PS, na atualização do Programa Nacional de Reformas (abril 2019), deixou cair as metas, optando por sublinhar a aposta na qualificação dos jovens, na melhoria da rede de ensino profissional de acordo com as necessidades locais/regionais, assim como no reforço dos recursos humanos nesta via de ensino.

E não foi só a meta que caiu. O ensino profissional ficou também de fora do novo indicador de "Equidade", divulgado pelo ministério da Educação pela primeira vez este ano. Uma lacuna que, de acordo com Pedro Freitas, investigador da NOVA SBE, deve ser combatida.

"Eu acho que é muito importante que nós encontremos, também, uma medida de equidade que abranja estes alunos, porque o ensino profissional é já dentro do sistema uma fatia muito relevante", defende o especialista em economia da educação, em entrevista à Renascença.

"A questão é que muitos destes alunos são também alunos que muitas vezes vêm de meios sociais mais frágeis", acrescenta.

O novo indicador de "Equidade" permite aferir os níveis de sucesso educativo dos alunos beneficiários de ação social escolar (ASE), em comparação com os resultados médios dos alunos num contexto socioeconómico e com um percurso escolar semelhantes, a nível nacional.

A equidade não é medida para este grupo de alunos através dos percursos directos de sucesso, uma vez que se considera apena a taxa de conclusão em três anos.


[Notícia atualizada às 14h50, com a nota referente aos percursos diretos de sucesso dos alunos do ensino profissional]

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