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Médio Oriente

Cessar-fogo em Gaza entrou em vigor às 00h00

21 mai, 2021 - 00:42 • Lusa

Israel declarou esta quinta-feira o cessar-fogo unilateral. O Hamas também confirmou que a trégua vigoraria a partir das 2h00 de sexta-feira (00h00 em Portugal). Grupo considera que se trata de uma derrota para o primeiro-ministro de Israel.

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Entrou em vigor às 00h00 desta sexta-feira [hora portuguesa] o cessar-fogo na Faixa de Gaza, após 11 dias de conflito entre o exército israelita e o Hamas, que provocaram mais de 230 mortes, a maioria do lado palestiniano.

O grupo terrorista confirmou esta quinta-feira que o cessar-fogo com Israel entraria em vigor a partir das 02h00 de sexta-feira (00h00 em Lisboa), considerando que a trégua representa uma derrota para o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

A confirmação da trégua entre as duas fações ocorreu poucos minutos depois de Israel anunciar unilateralmente o cessar-fogo.

Ali Barakeh, um oficial do Hamas disse à Associated Press (AP) que o cessar-fogo constitui uma derrota para Netanyahu e "uma vitória para a população palestiniana".

Numa primeira reação, o Presidente norte-americano, Joe Biden, considerou que esta é uma "verdadeira oportunidade" para a paz na região, ao mesmo tempo que reclamou assistência para as vítimas.

Contudo, o sentimento de alerta vai permanecer até que haja informações mais credíveis por parte dos mediadores deste conflito no Médio Oriente, que se arrasta há décadas.

Barakeh também confirmou que o Hamas foi contactado por oficiais da Rússia, Egito, Qatar e das Nações Unidas no sentido de ser alcançada uma trégua com Telavive.

"O Gabinete [de Segurança do primeiro-ministro israelita] aceitou unanimemente a recomendação de todos os oficiais de segurança (...) de aceitar a iniciativa egípcia de um cessar-fogo bilateral incondicional", dá conta um comunicado divulgado, entretanto, pelo Estado hebreu.

O dia começou da mesma maneira que os anteriores nos dois territórios, sem tréguas na ofensiva entre Israel e o Hamas, no entanto, Netanyahu anunciou que tinha convocado uma reunião de emergência do Gabinete de Segurança, que culminou no anúncio do cessar-fogo.

A decisão era expectável, uma vez que fonte do Governo egípcio, que está a fazer a mediação do conflito, tinha confirmado à Associated Press (AP), sob a condição de anonimato, que o executivo recebeu informações de Telavive no sentido de interromper a ofensiva militar que dura há quase duas semanas e que assolou o território palestiniano.

A pressão dos Estados Unidos da América (EUA) terá feito a diferença, que já tinham confirmado sinais "claramente encorajadores" no sentido de chegar ao cessar-fogo, explicitou a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki durante uma conferência de imprensa.

Osama Hamdan, uma das principais figuras do Hamas, que está sediado no Líbano, também tinha dito que o cessar-fogo entre as duas fações era expectável em menos de dois dias.

O Presidente dos EUA, o democrata Joe Biden, pressionou publicamente o primeiro-ministro de Israel, na quarta-feira. Netanyahu tinha, até então, uma postura completamente diferente. Em declarações ao país, disse estar determinado em combater o Hamas, através de um conflito que poderá impactar positivamente a carreira do chefe do Governo israelita, manchada por um processo de corrupção.

Biden disse que esperava de Israel uma intenção real de interrupção do escalamento do conflito, mas Benjamin Netanyahu continuava a dizer que estava "determinado em continuar esta operação até atingir o objetivo".

As Forças Armadas israelitas anunciaram hoje o bombardeamento de túneis utilizados por elementos do Hamas, assim como habitações que pertenciam a oficiais do Hamas.

Contudo, as imagens transmitidas pelos órgãos de comunicação revelam edifícios completamente destruídos e o desespero da população palestiniana em Gaza.

O momento mais recente deste conflito que com décadas já provocou a morte a pelo menos 232 palestinianos em Gaza, entre os quais 64 menores, e 1.620 feridos.

Em Israel, as autoridades contabilizaram a morte de 12 pessoas, entre as quais dois menores, e 340 feridos.

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