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“Só queremos voltar a trabalhar”. Empresários de diversão itinerante protestam em Lisboa

05 mai, 2021 - 10:40 • João Cunha , Olímpia Mairos

O Governo ainda não autorizou o regresso ao trabalho neste desconfinamento. Os empresários deste setor dizem-se ignorados e discriminados.

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Os empresários do setor da diversão itinerante manifestam-se esta quarta-feira em frente ao Ministério da Economia, em Lisboa. Querem mostrar a sua “indignação”, por estarem a ser “ignorados e discriminados” pelo Governo, que ainda não os autorizou a trabalhar, devido à pandemia de Covid-19.

O presidente da Associação dos Profissionais Itinerantes Certificados, Luís Paulo Fernandes, explica que os empresários só querem voltar a trabalhar.

“Neste momento, unicamente trabalhar, trabalhar. Os subsídios não chegaram para mais de 15, 18 meses parados. Nós continuamos parados”, declara.

O dirigente associativo refere que o ano passado trabalharam cerca de dois meses e “não se registou um único caso de Covid na Figueira da Foz, em Viseu, em Loulé”.

“Não há um único registo. Portanto, isto é discriminação, se o secretário de Estado não nos conseguir dizer quando é que vamos abrir”, acusa, reiterando que “isto não pode ser assim.”

A Associação dos Profissionais Itinerantes Certificados sempre criticou o plano de desconfinamento por considerar que “não estava bem tratado, não estava bem resolvido”.

“Não compreendemos como é que estão a acontecer espetáculos em salas fechadas, não conseguimos entender, e nós, ao ar livre, com plano de contingência, não podemos trabalhar”, diz Luís Paulo Fernandes, prometendo não arredar pé do protesto que acontece em frente ao Ministério da Economia, enquanto não for encontrada uma solução.

O protesto dos empresários do setor da diversão itinerante foi convocado pela APED-Associação Portuguesa de Empresas de Diversões, APIC-Associação dos Profissionais Itinerantes Certificados e MEID-Associação Movimento Empresarial dos Itinerantes de Empresas de Diversões e Similares e vai repetir-se na quinta-feira, à porta do Conselho de Ministros.

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