Tempo
|
A+ / A-

Regulador europeu avalia vacina desenvolvida pela chinesa Sinovac

04 mai, 2021 - 15:15 • Lusa

A EMA anunciou que vai avaliar os dados à medida que forem estando disponíveis para decidir se os benefícios superam os riscos. Só depois decidirá se aprova a utilização da vacina na União Europeia.

A+ / A-

A Agência Europeia de Medicamentos iniciou hoje uma revisão contínua da vacina contra a Covid-19 "Vero Cell", desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, e analisará em tempo real se cumpre os padrões europeus de segurança, eficácia e qualidade.

Só depois a EMA (na sigla em inglês), decidirá se aprova a utilização da vacina na União Europeia.

Em comunicado, o regulador refere que iniciou esta revisão com base nos "resultados preliminares dos estudos de laboratório e ensaios clínicos" que sugerem que a vacina desencadeia a "produção de anticorpos" que se dirigem contra o SARS-CoV-2, o vírus que provoca a Covid-19.

O laboratório europeu que solicitou à EMA o estudo da vacina "Vero Cell Inactivated" chama-se "Life'On S.r.l", apesar de o preparado ser propriedade da Sinovac Life Sciences Co., uma farmacêutica com sede na China.

A EMA anunciou ainda que vai avaliar os dados à medida que forem estando disponíveis para decidir se os benefícios superam os riscos.

"A revisão contínua vai continuar até existirem provas suficientes para uma autorização formal de mercado", lê-se no documento da entidade europeia.

Espera-se que a vacina prepare o corpo para se defender da infeção por SARS-CoV-2.

A vacina contém SARS-CoV-2 que foi inativado (morto) e não pode causar a doença. Contém também uma substância que ajuda a fortalecer a imunização.

Quando uma pessoa recebe a vacina, o sistema imunitário identifica o vírus inativado como estranho e cria anticorpos contra ele. Se mais tarde a pessoa vacinada entrar em contacto com o SARS-CoV-2, o sistema imunitário vai reconhecer o vírus e preparar-se para defender o corpo contra a infeção, explica a EMA.

A pandemia de Covid-19 provocou, pelo menos, 3.214.644 mortos no mundo, resultantes de mais de 153,4 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Destaques V+