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Ribeiro Cristovão
Opinião de Ribeiro Cristovão
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​Fora a guerra, venha o futebol

30 abr, 2021 • Opinião de Ribeiro Cristovão


Os dias passados têm sido consumidos em discussões marginais ao jogo, com os incidentes de Moreira de Cónegos em primeiro plano, e que apenas servem para acentuar a descredibilização em que o futebol português está mergulhado há largos anos, e se acentua a cada campeonato que passa.

Vamos, por isso, à jornada que se segue, e que assinala a entrada na ponta final, com muito ainda por definir, tanto no que respeita aos lugares cimeiros da tabela, como às aflitivas posições que vão determinar as descidas de divisão.

Para começar, logo à noite, Benfica e Futebol Clube do Porto entram em ação em Tondela e no estádio do Dragão, para enfrentarem dois adversários que tudo irão fazer para criar as maiores dificuldades aos seus mais cotados opositores.

O Benfica, impedido de alinhar com alguns dos seus jogadores habitualmente titulares, vai enfrentar uma equipa que se encontra em situação desafogada, sem perigo evidente de despromoção, e que nos jogos seu estádio tem um interessante somatório de pontos conquistados.

Daí que não seja previsível um jogo fácil para os comandados de Jorge Jesus, que na ronda anterior, frente ao Santa Clara, terão produzido um dos jogos mais sofríveis dos últimos tempos, ainda que tenham ganho pela margem mínima.

O Futebol Clube do Porto, mesmo atuando no seu estádio, não vai ter tarefa fácil frente à sua filial de Famalicão. Ainda em situação não de todo tranquila, os famalicenses poderão, inclusive, vir a tirar algum partido de alguma intranquilidade que parece povoar por esta altura o reino do Dragão.

Quanto ao Sporting, mesmo jogando em Alvalade com o lanterna vermelha da classificação, não se pode considerar isento de dificuldades. É verdade que a vitória em Braga, na jornada anterior, não deixará de constituir um tónico para a motivação leonina, mas as exibições mais recentes dos leões parece não oferecerem garantias totais.

O Sporting está agora mais integrado na rota do título mas, no estertor da agonia, o Nacional da Madeira não será uma vítima à sua disposição.

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