Tempo
|
Casa Comum
Paulo Rangel e José Luís Carneiro debatem a política nacional e europeia. Quarta às 13h05 e às 23h20
A+ / A-
Arquivo
Desconfinamento e testes nos colégios - Casa Comum
Desconfinamento e testes nos colégios - Casa Comum

Casa Comum

Um plano que é uma incógnita

10 mar, 2021 • Susana Madureira Martins e Eunice Lourenço


José Luís Carneiro e Paulo Rangel discutem, mais uma vez, o Fundo de Recuperação e Resiliência que esteve aberto a sugestões e a ser debatido nas últimas duas semanas. O socialista prefere valorizar os muitos contributos recebidos. O social-democrata desconfia da clareza do processo.

Terminados os 15 dias de discussão do Plano de Recupeação e Resiliência, o socialista Jose Luis Carneiro valoriza os mais de 1.700 contributos escritos que teve por parte de muitos portugueses para o aperfeiçoamento do plano. É uma oportunidade "para remover muitos dos obstáculos ao desenvolvimento nacional". No entanto, o dirigente do PS lembra que este plano por si só não funciona e terá de estar interligado com os fundos comunitários do Orçamento Plurianual, mas também com o próprio Orçamento de Estado nacional. As exigências ao nível ambiental e digital obrigam à reconversão profissional, mas também a "uma modernização do Estado".

O PSD veio pedir acesso a todos os contributos que foram sendo dados para este plano. Questionado sobre se se trata de um receio de falta de transparência, Paulo Rangel lembra que "um debate público é público, e pritanto os cotributos e o feedback a esses contributos dee, ser tornados públicos". Independentemete desta questão, o PSD considera que o plano - tal como está feito - "não convence". Rangel acha que o Governo está refém "de uma visão estatista e de alimentar uma certa clientela que é mais sensível a esse tipo de investimento". O eurodeputado do PSD diz que "o grande problema será sempre o controlo dos gastos e fim a que se destinam os fundos".

Testagem alargada ao ensino privado, defende dirigente socialista

O secretário-geral adjunto do PS, José Luís Carneiro, defende que a testagem à Covid-19 seja alargada às escolas privadas. “Estou a dizer que sou a favor que as escolas sejam todas tratadas de igual forma”, disse Carneiro no programa Casa Comum da Renascença, em que debate com eurodeputado do PSD Paulo Rangel.

No domingo, num Conselho de Ministros por via eletrónica, o Governo aprovou a verba de quase 20 milhões de euros para “aquisição de serviços de realização de testes rápidos de antigénio em estabelecimentos de educação e ensino públicos”. O comunicado avançava que os testes se destinam também às “respostas sociais de apoio à infância do setor social e solidário”.

A associação que agrupa os estabelecimentos privado de ensino considerou uma discriminação por não serem abrangidos os alunos, professores e funcionários daqueles colégios e oPSD pediu esclarecimentos ao Governo.

No Casa Comum desta quarta-feira, Paulo Rangel considera que “é inaceitável a discriminação que se prepara entre os alunos e os professores do ensino público e os alunos e os professores do ensino privado”. E José Luís Carneiro questiona de onde é que o social-democrata tirou essa ideia.

“Essa informação não foi desmentida. Estamos há três dias ou quatro a discutir isto e o ministro da Educação ainda não teve uma palavra”, respondeu Paulo Rangel, acabando por ouvir Carneiro colocar-se ao seu lado e defender igualdade de tratamento entre público e privado.

Neste programa, os dois participantes também debatem o desconfinamento que o Governo se prepara para anunciar na quinta-feira. Ambos defendem uma reabertura gradual e cautelosa, com Paulo Rangel a propor uma interrupção nesse processo na semana da Páscoa.

“No período da Páscoa, que é um período em que a as pessoas naturalmente tendem a fomentar encontros ou a fazer alguma paragem para férias ou o quer que sejam, aí devíamos fazer uma interrupção no tal plano gradual e progressivo de desconfinamento. O contrato que fazemos é: começamos o desconfinamento mais cedo do que estavam à espera, mas durante os dias de Páscoa temos de fazer um confinamento mais forte do que aquilo que vamos ter nos próximos meses”, defende o eurodeputado.

Este conteúdo é feito no âmbito da parceria Renascença/Euranet Plus – Rede Europeia de Rádios. Veja todos os conteúdos Renascença/Euranet Plus

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.