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Desporto

Covid-19: Equipas desportivas de países com elevada taxa de incidência já podem vir a Portugal sem passarem por quarentena

10 abr, 2021 - 16:46 • Hélio Carvalho

A orientação publicada este sábado remete para passageiros de países cuja taxa de incidência "seja igual ou superior a 500 casos por 100 000 habitantes nos últimos 14 dias".

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A Direção-Geral de Saúde (DGS) anunciou este sábado que as fronteiras voltam a estar abertas para passageiros oriundos de países com elevadas taxas de incidência, que venham a Portugal integrados em competições profissionais internacionais, sem precisarem de passar por uma quarentena obrigatória de 14 dias.

A DGS pede apenas aos atletas que garantam "o cumprimento de um conjunto de medidas adequadas à redução máxima dos riscos de contágio, nomeadamente, evitando contactos não desportivos".

A orientação publicada este sábado remete para passageiros de países cuja taxa de incidência "seja igual ou superior a 500 casos por 100 000 habitantes nos últimos 14 dias".

A autoridade justifica a nova orientação por estarem "agendadas diversas provas integradas em competições desportivas internacionais, a realizar em território nacional continental". De recordar que, por exemplo, o Grande Prémio de Fórmula 1 e o Moto GP vão realizar-se em Portimão entre os dias 30 de abril e 2 de maio, e 16 e 18 de abril, respetivamente, e juntam grandes comitivas das várias equipas na competições.

Como os passageiros "estão excecionados do dever de cumprir um período de isolamento profilático de 14 dias", a DGS afirma que "torna-se imperioso garantir" que "os atletas, treinadores e respetivas equipas, incluindo delegados e árbitros, que se desloquem a Portugal continental no contexto de competições desportivas internacionais (...) permaneçam em “bolhas” durante todo o período de estadia em território português".

Além disso, é pedido que as equipas limitem as suas deslocações entre o local de alojamento e os locais de treino ou de competição, para evitar o risco de contágio em outros locais.

A DGS definiu ainda uma série de pontos para que a viagem e estadia se torne o menos arriscada possível. Pede que os passageiros optem por um único meio de transporte (aéreo, marítimo ou terrestre, mas não misto), e que a viagem seja feita respeitando todas as regras de higiene respiratória, a "testagem prévia à viagem para o território nacional" e o seguimento das diferentes orientações para as várias modalidades, que a DGS tem publicado.

Também avisa que as unidades hoteleiras que hospedarem as equipas devem "criar espaços próprios de circulação e de permanência dos praticantes e comitivas". E as competições e locais de estágio em si são obrigados a ter planos de contingência, "atualizados e preferencialmente testados".

Todas as restantes regras, sobre casos suspeitos ou confirmados nos testes antes dos jogos, já são conhecidas por serem as mesmas adotadas no desporto nacional.

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