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Sónia Carneiro

Diretora Executiva da Liga explica "ventos de mudança" no futebol português

07 abr, 2021 - 18:16 • Rui Viegas

Campeonato maior pode ter menos competidores ou mais hipóteses de subida. Estas são duas das propostas para 2022/23, aqui justificadas pela diretora executiva do organismo liderado por Pedro Proença.

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A diretora executiva da Liga Portugal explica que o Campeonato do Mundo de 2022 e o calendário seguinte da UEFA levam às propostas que podem mexer igualmente com os quadros competitivos, e consequentemente com os calendários, do nosso futebol profissional a partir de 2022/23.

Ainda com a necessidade de passar, em última instância, pelo crivo da Assembleia Geral de clubes, uma das ideias saídas dos estudos dos grupos de trabalho da Liga é diminuir para 16 o número de equipas no campeonato maior. Atualmente há 18 formações neste escalão.

Em declarações a Bola Branca, Sónia Carneiro revela que há que adequar as provas lusas ao que vai suceder "lá fora". E isto levando em linha de conta a densidade de jogos já existente entre nós.

"Um calendário muito apertado, que se vai agravar por via do mundial do Qatar, em que pelo menos durante quarenta dias as competições domésticas vão ter que estar paradas. E depois, também, o novo ciclo da UEFA, a partir de 2024, que provavelmente vai provocar a perda de mais quatro momentos das competições domésticas", justifica a dirigente da Liga portuguesa.

Em agenda está também a criação de um "play-off" entre o 3.º e o 4.º classificados da II Liga, numa só partida em casa do melhor classificado. O vencedor disputaria depois um segundo "play-off", contra o 16.º classificado da I Liga, com vista ao acesso à competição principal na época imediatamente a seguir. O formato, esse, seria repetido na Liga 3, sob a égide da Federação Portuguesa de Futebol, que vai começar já na próxima temporada.

Sónia Carneiro garante que, com isto, está a dar-se a oportunidade de mais equipas poderem subir de divisão. Inclusive, colocando nesta janela os conjuntos do novo terceiro escalão em Portugal.


"A proposta dos clubes, e essa proposta veio maioritariamente dos clubes da II Liga, foi criar uma janela de oportunidade para que mais clubes da II Liga pudessem estar a disputar até à última a possibilidade de subirem. Ao mesmo tempo, fazendo aqui um espelho com a Liga 3. fará todo o sentido que também aí haja uma terceira equipa com a possibilidade de subir. Uma articulação com a Federação Portuguesa de Futebol? Exatamente, é sempre a nossa perspetiva ver os quadros competitivos como um todo, uma vez que estão profundamente interligados", finaliza.

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