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O país reage à morte inesperada de Jorge Coelho

07 abr, 2021 - 20:44 • Filipe d'Avillez

Desde o Presidente da República ao primeiro-ministro, passando pelo atual secretário-geral da ONU, António Guterres, são já várias as reações à morte de Jorge Coelho.

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A morte de Jorge Coelho apanhou de surpresa o país, com destaque para o mundo político, que conheceu e conviveu com o ex-ministro e histórico socialista durante décadas. Desde antigos camaradas do PS a rivais, todos se mostraram chocados e elogiaram o caráter de Jorge Coelho.


"Com o dramático falecimento de Jorge Coelho desaparece uma das mais destacadas personalidades da vida pública portuguesa nas décadas de 70, 80 e 90, em que foi governante, parlamentar, Conselheiro de Estado, dirigente partidário, analista político e gestor empresarial"

Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República

“Naqueles anos duros da oposição nos anos 90 foi uma força da natureza que ajudou a reerguer o PS, foi uma espécie de braço direito de Guterres, serviu no Governo de forma exemplar, mas mesmo tendo-se afastado da primeira linha da atividade política, foi seguramente aquele que todos os socialistas sentiam como sendo o mais próximo de todos nós. Tinha uma relação única com os militantes socialistas e nunca ninguém expressou tão bem a alma do povo socialista como Jorge Coelho”

António Costa, primeiro-ministro

"Era a alegria de viver, era a personificação da vida, um político inteligentíssimo e de enorme capacidade. Nem sequer consigo aceitar"

António Guterres, antigo primeiro-ministro e atual secretário geral da ONU

"Recebo, com choque e muita tristeza, a notícia do falecimento de Jorge Coelho, um amigo de há longas décadas. Homem bom e solidário, foi sempre alguém que se bateu por causas, em especial pela democracia e pela igualdade. Foi também um sobrevivente, com quem aprendi a enfrentar as adversidades"

Ferro Rodrigues, presidente da Assembleia da República

"Estou profundamente chocado com esta terrível notícia. Perdi um grande, grande, amigo, uma pessoa que, além de todas as qualidades políticas que se lhe reconhecem, quer por companheiros quer por adversários, era um admirável ser humano, uma pessoa que era intensa em tudo o que fazia. Genuíno, autêntico, convicto, mas ao mesmo tempo uma pessoa de uma enorme afabilidade pessoal e que deu o melhor de si próprio ao Partido Socialista e à causa pública nos vários cargos que desempenhou. Esta notícia deixou-me completamente devastado"

António Vitorino, diretor-geral da Organização Internacional das Migrações

"Era um amigo excecional, uma personalidade da vida política que foi absolutamente central em muitos momentos da vida pública portuguesa, que desempenhou todas as tarefas que abraçou com uma generosidade, uma dedicação, uma alegria e uma força extraordinárias e que sempre deu provas de um agudíssimo sentido de oportunidade na política, mas da oportunidade em termos de prioridade das prioridades"

Maria de Belém, antiga ministra do PS

"Um homem que cultivava as boas relações com as pessoas, mesmo com os seus adversários políticos. Era um homem que aguentava com o maior dos "fair-play" as críticas que lhe eram feitas. E era um homem que procurava estar sempre, e deu imensas provas nas circunstâncias às vezes mais difíceis, estar do lado das soluções e não do lado do agravar dos problemas"

João Soares, militante do PS

"O Jorge Coelho tinha essa virtude, era uma pessoa amável, um amigo verdadeiro, sem qualquer troca ou esperança de poder receber benefícios dessas relações de amizade"

Pacheco Pereira, militante do PSD

“Lamento profundamente o súbito desaparecimento de Jorge Coelho, pessoa afável e de excelente trato, com quem eu tinha uma agradável relação pessoal”

Rui Rio, líder do PSD

"Jorge Coelho foi um político de grande relevo na vida do país, ao qual se entregou no exercício das mais altas funções do Estado, com seriedade, visão e sentido de compromisso. Tinha, pois, uma rara forma de estar na política aberta ao diálogo e ao debate leal, procurando as convergências acima das diferenças"

CDS


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