Tempo
|
A+ / A-

Covid-19. Costa admite que "berbicacho" com AstraZeneca pode atrasar vacinação

06 abr, 2021 - 14:44 • Lusa

O primeiro-ministro adianta que a Agência Europeia do Medicamento deverá pronunciar-se, ainda esta terça-feira, sobre a vacina da AstraZeneca e Portugal seguirá essas orientações.

A+ / A-

Veja também:


O primeiro-ministro admitiu hoje que, se for confirmado pela Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla inglesa) a existência de um um "berbicacho" com a vacina contra a covid-19 da AstraZeneca, haverá inevitáveis consequências na morosidade dos planos de vacinação da União Europeia.

António Costa assumiu esta posição em conferência de imprensa, em São Bento, no final de uma reunião por videoconferência com presidentes de câmaras dos sete municípios que registam mais de 240 casos de covid-19 por cem mil habitantes nos últimos 15 dias: Alandroal, Carregal do Sal, Moura, Odemira, Portimão, Ribeira de Pena e Rio Maior.

Confrontado com o facto de o responsável pela estratégia de vacinação na Agência Europeia do Medicamento (EMA), Marco Cavaleri, ter assumido a existência de uma "ligação" entre a vacina contra a covid-19 da AstraZeneca e os casos de tromboembolismos após a sua administração, António Costa disse que é preciso aguardar pela posição oficial da EMA sobre essa mesma matéria.


"No quadro da União Europeia, consideramos que é fundamental que haja uma posição uniforme relativamente às recomendações e indicações fixadas pela EMA no que respeita a cada uma das vacinas. Se houver um berbicacho, então isso terá inevitáveis consequências no processo de vacinação", apontou o primeiro-ministro.

Neste ponto, António Costa referiu que o processo de vacinação na Europa tem estado "fortemente condicionado pela capacidade de produção a montante", designadamente "pelo incumprimento por parte da AstraZeneca das suas obrigações contratuais".

"Se houver restrições acrescidas, isso traduzir-se-á inevitavelmente numa maior morosidade na forma de desenvolvimento do plano de vacinação", reforçou o primeiro-ministro.

António Costa observou depois que, neste momento, na União Europeia, não há vacinas alternativas para substituir imediatamente as da AstraZeneca.

"E as indicações médicas e farmacológicas, obviamente, têm de ser seguidas e respeitadas", acrescentou.

O primeiro-ministro adianta que a Agência Europeia do Medicamento deverá pronunciar-se, ainda esta terça-feira, sobre a vacina da AstraZeneca e Portugal seguirá essas orientações.

Evolução da Covid-19 em Portugal

Saiba Mais
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Cidadao
    07 abr, 2021 Lisboa 14:48
    O PM que "esteja descansado" que aquele organismo sem credibilidade mas ainda com Poder, da EMA, não vai suspender a AstraZeneca. Não depois das fortunas investidas nela, em que muito dos tipos da EMA e não só, Têm montes de ações da Fábrica Astrazeneca, que se fechasse ou suspendesse a vacinação, essas ações valiam zero.

Destaques V+