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Covid-19

AstraZeneca. Infarmed e "task force" mantêm vacinação até conclusões da EMA

06 abr, 2021 - 20:59 • Lusa

Está a decorrer a reunião [do Comité de Avaliação dos Riscos em Farmacovigilância] da EMA e será divulgada uma conclusão assim que terminar. Estamos a aguardar”, diz fonte oficial da Autoridade Nacional do Medicamento

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O Infarmed rejeita tomar qualquer posição unilateral sobre a alegada ligação da vacina da AstraZeneca contra a Covid-19 e a formação de tromboembolismos em pessoas vacinadas antes de a Agência Europeia do Medicamento (EMA) anunciar uma conclusão.

“A posição do Infarmed é de alinhamento com o regulador europeu. Está a decorrer a reunião [do Comité de Avaliação dos Riscos em Farmacovigilância] da EMA e será divulgada uma conclusão assim que terminar. Estamos a aguardar”, afirmou fonte oficial da Autoridade Nacional do Medicamento à agência Lusa.

A reunião do comité da agência europeia, que conta com representantes do Infarmed, começou hoje e deve prolongar-se até sexta-feira, mas as questões em torno da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca devem estar no topo da agenda, após a declaração do responsável pela estratégia de vacinação da EMA, Marco Cavaleri, a confirmar “uma ligação” entre a vacina e a ocorrência de coágulos sanguíneos.

“Obviamente, este é um assunto prioritário na reunião e o comité vai analisar os novos dados que chegaram dos diversos países”, acrescentou a mesma fonte.

Também a ‘task force’ que coordena o plano de vacinação contra a Covid-19 vai manter a vacina da AstraZeneca no processo até surgir uma posição oficial da Agência Europeia do Medicamento (EMA), da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Infarmed.

“Vamos esperar pela posição oficial da EMA e da DGS. Por agora mantém-se a vacina da AstraZeneca no programa de vacinação”, afirmou fonte da coordenação do Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19.

Entretanto, o primeiro-ministro, António Costa, reiterou também a necessidade de esperar por uma posição oficial da EMA, mas já admitiu que se o regulador europeu confirmar esta situação, então haverá uma “maior morosidade” na aplicação do plano de vacinação contra a covid-19 no espaço comunitário.

“No quadro da União Europeia, consideramos que é fundamental que haja uma posição uniforme relativamente às recomendações e indicações fixadas pela EMA no que respeita a cada uma das vacinas. Se houver um berbicacho, então isso terá inevitáveis consequências no processo de vacinação", disse o primeiro-ministro.

A pandemia de Covid-19 provocou, pelo menos, 2.862.002 mortos no mundo, resultantes de mais de 131,7 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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