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Covid-19: Vacina russa Sputnik V poderá vir a ser produzida em Portugal

15 mar, 2021 - 16:25 • Pedro Mesquita

Em entrevista à Renascença, o CEO da IberAtlantic, Pedro Mouriño, revela que está a negociar com o fundo soberano de investimentos da Rússia, que é o titular dos direitos internacionais de produção da Sputnik V.

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Pedro Mouriño em declarações a Pedro Mesquita
Pedro Mouriño em declarações a Pedro Mesquita
Pedro Mouriño em declarações à Renascença

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A vacina russa Sputnik V contra a Covid-19 pode vir a ser produzida em Portugal, na zona de Paredes de Coura, admite à Renascença o CEO da IberAtlantic, Pedro Mouriño, que é também cônsul honorário da Rússia na Galiza.

A Rússia anunciou acordos de produção da Sputnik V com vários países europeus, incluindo Espanha.

Na Galiza já há interessados. Em conjunto, a Farmacêutica Zendal e o consórcio de investimentos IberAtlantic já há muito estão já em negociações com a Rússia para garantir a produção desta vacina Península Ibérica.

O fármaco para a Covid-19 pode ser produzido na Galiza e, possivelmente, também em Portugal, em Paredes de Coura, diz em entrevista à Renascença o CEO da IberAtlantic, Pedro Mouriño, que é também cônsul honorário da Rússia na Galiza.

“Uma das situações é o alargamento das capacidades produtivas do grupo Zendal. Nesta altura, já está a produzir o antigénio da Novavax, que é uma das vacinas norte-americanas mais avançadas, está a produzir antigénio para todo o mercado europeu, e está a alargar os seus armazéns em Porriño, na Galiza, como novas instalações em Paredes de Coura.”

As instalações de Paredes de Coura estão a ser construídas “por uma filial portuguesa do grupo Zendal, com capitais espanhóis”, explica Pedro Mouriño.

O CEO da galega IberAtlantic espera trazer já no Verão para a Península Ibérica a produção da vacina russa para a Covid-19 e não tem dúvidas de que a Sputnik V vai ser aprovada pela Agência Europeia do Medicamento (EMA).

“A única coisa que a Agência Europeia do Medicamento tem que fazer é analisar do ponto de vista da segurança e da eficácia. Uma vacina como a Sputnik V que já está reconhecida pela comunidade científica internacional e acreditada em mais de 50 países, é muito difícil explicar que não é possível comercializar essa vacina no território da União Europeia”, sublinha Pedro Mouriño.

As notícias de atrasos da entrega das vacinas contra a Covid contratualizadas pela União Europeia, nomeadamente com a AstraZeneca, podem abrir uma janela de oportunidade para a vacina russa, que aguardar pela validação da Agência Europeia do Medicamento.

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  • Cidadao
    15 mar, 2021 Lisboa 18:01
    Se a Vacina Sputnik V funciona e é segura, não vejo porque não possa ser fabricada cá e comercializada na UE. Aliás era uma boa lição para os burocratas da agência Europeia do Medicamento que demoram uma eternidade a aprovar as vacinas, e para as Astrazenecas deste mundo, que fazem contratos que depois não cumprem. Paredes de Coura, vão fundo nisso! E mandem passear a (quase) inútil UE

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