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Pandemia

Alojamento turístico com quebra de 50% na UE em 2020

15 mar, 2021 - 12:10

Segundo o Eurostat, Chipre, Grécia e Malta foram os países mais afetados, com quedas superiores a 70%.

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O número de dormidas em estabelecimentos de alojamento turístico na União Europeia (UE) recuou para metade em 2020, face ao ano anterior, devido à pandemia.

De acordo com o gabinete estatístico europeu, em 2020, o número de noites passadas em estabelecimentos de alojamento turístico da União Europeia (UE) totalizou 1,4 mil milhões, o que representa uma redução de 52% em relação a 2019.

O número de noites passadas em 2020 em comparação com o ano anterior diminuiu em todos os Estados-membros da UE, tendo Chipre, Grécia e Malta sido os países mais afetados, com quedas superiores a 70%.

No outro extremo da escala, a Holanda e a Dinamarca registaram quedas de menos de 35%.

Em 2020, em comparação com 2019, as noites passadas por não residentes do país (visitantes estrangeiros) caíram 68%, enquanto as noites passadas por residentes (visitantes domésticos) caíram 38%.

Entre os países da UE, apenas os residentes da Eslovénia (33%), seguidos por Malta e Chipre (ambos 15%) passaram mais noites de turismo dentro do seu próprio país em comparação com 2019.

Em contraste, a Espanha, Grécia e Roménia registaram as maiores quedas de mais de 40%.

O número de noites passadas por turistas estrangeiros em 2020 em comparação com o ano anterior diminuiu em todos os Estados-membros da UE onde existem dados disponíveis, as maiores diminuições de mais de 80% foram observadas em Chipre e na Roménia.

Em Portugal, os estabelecimentos de alojamento turístico registaram 10,5 milhões de hóspedes e 26 milhões de dormidas, quebras de 61,3% e 63%, respetivamente, segundo dados preliminares do Instituto Nacional de Estatística (INE).

As dormidas de residentes no ano passado totalizaram 13,6 milhões, uma descida de 35,4%, o valor mais baixo desde 2013, segundo o INE.

Já as dormidas de não residentes alcançaram apenas 12,3 milhões, uma descida de 74,9% (aumentaram 3,8% em 2019), o valor mais baixo desde 1984.

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