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Noruega admite boicotar Mundial do Qatar

12 mar, 2021 - 19:01 • Redação

Preocupação com possíveis violações dos direitos humanos leva Federação a reunir para decidir possível boicote a 2022.

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A Federação Norueguesa de Futebol (NFF) vai reunir, de forma extraordinária, a 20 de junho, para discutir o possível boicote ao Mundial 2022, que terá lugar no Qatar.

Assim confirmou o presidente da NFF, Terje Svendsen, ao jornal "NTB", esta sexta-feira.

"Vamos esclarecer todos os aspetos da questão de um possível boicote e apresentar bons argumentos. Será um comité diverso, que ainda não definimos, que tratará do assunto", explicou o dirigente.

Preocupações com violações dos direitos humanos


Tem havido bastante pressão sobre Alemanha, Dinamarca e Noruega para o boicote do Campeonato do Mundo no Qatar, em protesto contra as alegadas violações dos direitos humanos naquele país.

Em foco, estão as condições de trabalho providenciadas pelo reino do Golfo, depois de terem surgido relatos sobre más condições de alojamento, falta de pagamento e tratamento discriminatório para com trabalhadores migrantes.

O jornal britânico "The Guardian" revelou, em fevereiro, que mais de 6.500 trabalhadores provenientes do sul da Ásia morreram no Qatar durante a última década, muitos dos quais estariam a trabalhar nas obras para o Mundial

No caso específico da Noruega, vários clubes, incluindo o Rosenborg, apelaram para que a NFF boicotasse o Mundial 2022.

A organização do Qatar já tentou mitigar a situação, destacando várias reformas introduzidas em agosto para melhorar as leis do trabalho e pôr termo à exploração. As medidas incluíam o aumento do salário mínimo em 25%, para cerca de 230 euros por mês, assim como obrigar os empregadores a aceitar o pedido de mudança de emprego dos seus funcionários.

Doha has attempted to mitigate negative press as the spotlight on its labour practices have grown in recent years.

O comité de organização do Mundial introduziu uma série de normas de bem-estar dos trabalhadores, que todos os contratantes estão obrigados a obedecer. Contudo, continua a haver relatos de que as reformas laborais estão longe de estar a ser postas em prática.

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