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Torres Novas: Detida dona de lar em que morreram duas idosas

05 mar, 2021 - 20:05 • Redação

"Foi apurado que na sequência de maus tratos infligidos, duas das idosas vieram a falecer", adianta a Polícia Judiciária.

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A Polícia Judiciária (PJ) deteve esta sexta-feira a proprietária de um lar ilegal em Torres Novas em que morreram duas idosas com 90 e 92 anos.

A mulher, de 41 anos, é "suspeita da prática de dois crimes de maus tratos agravados pelo resultado morte, um crime de profanação de cadáver e dois crimes de maus tratos", avança a PJ em comunicado.

"Foi apurado que na sequência de maus tratos infligidos, duas das idosas vieram a falecer", adianta aquela força de segurança.

O cadáver de uma das idosas "foi ocultado por tempo ainda indeterminado, sem que a arguida comunicasse a morte ocorrida às autoridades competentes ou a familiares", refere a PJ.

A Judiciária adianta que arguida "arrendou uma casa que adaptou para casa de acolhimento, onde acolhia quatro idosas, cobrando uma mensalidade fixa, comprometendo-se a prestar os cuidados devidos às mesmas".


A arguida será agora ouvida em tribunal para ficar a conhecer as medidas de coação.

O lar ilegal funcionava em Riachos, no concelho de Torres Novas. A notícia de que a morte de uma utente de 90 anos tinha sido escondida à família foi conhecida na quinta-feira.

De acordo com o Correio da Manhã, os familiares deslocaram-se ao lar, na noite de terça-feira, com a intenção de mudar a idosa para outra instituição, no Entroncamento, mas foram impedidos pela proprietária de entrar. A GNR foi chamada ao local, que acabou por encontrar o cadáver numa cama, tapada por um lençol e em rigidez cadavérica.

À Renascença, o presidente da Câmara de Torres Novas, Pedro Ferreira, garante que não tinha conhecimento da existência deste lar e que soube do caso através das autoridades.

No mesmo dia, foi conhecido o caso de uma segunda morte naquele lar ilegal e que a Judiciária estava a investigar o caso.

A primeira idosa terá morrido na terça-feira e a outra na quarta-feira, dia em que foi feita uma chamada para o 112.

Comentários
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  • Maria Oliveira
    05 mar, 2021 Lisboa 23:19
    Isto é um verdadeiro horror! E ninguém sabia? E não havia modo de saber num meio pequeno?

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