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Governador de Nova Iorque pede investigação independente a acusações de assédio

28 fev, 2021 - 18:19 • Lusa

Andrew Cuomo é acusado de assediar duas funcionárias de 36 e de 25 anos.

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O governador de Nova Iorque, Andrew Cuomo, pediu às autoridades judiciais estaduais para nomearem um advogado independente para investigar as alegações de que teria assediado sexualmente duas mulheres que trabalharam para ele.

Cuomo quer que a procuradora-geral do estado de Nova Iorque e a juíza-chefe do tribunal de recurso nomeiem em conjunto um responsável pelas investigações, depois de líderes do congresso estadual terem criticado o plano do governador de pretender nomear uma juíza federal aposentada para conduzir os trabalhos.

O governador de Nova Iorque, de 63 anos, nega as alegações de ter assediado duas funcionárias que trabalharam para ele: Lindsey Boylan, 36 anos, que acusa Cuomo de a ter beijado nos lábios, sem consentimento; e Charlotte Bennet, 25 anos, que o acusa de lhe ter perguntado se ela já tinha tido sexo com homens mais velhos.

No sábado, Cuomo tinha dito, num comunicado, que apenas desejava ser o mentor de Bennett e também negou as acusações de Boylan.

"O gabinete do governador deseja que a investigação às alegações de assédio sexual (…) seja feita de maneira irrepreensível", disse Beth Garvey, conselheira especial de Cuomo.

“Escolhemos a ex-juíza federal Barbara Jones, com um histórico excelente em termos de qualificações e integridade, mas queremos evitar a perceção de falta de independência ou de interferência política”, disse Garvey.

A conselheira de Cuomo explicou ainda que o gabinete do procurador democrata pediu à procuradora-geral do estado, Letitia James, e à juíza-chefe do tribunal de recurso, Janet DiFiore, para “escolherem em conjunto um advogado independente e qualificado, sem filiação política, para conduzir uma investigação completa ao assunto, produzindo um relatório público”.

Garvey garantiu que o relatório “será controlado exclusivamente por esse advogado independente selecionado pessoalmente pela procuradora-geral e pela juíza-chefe”.

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