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Epidemiologista Milton Severo: “Aos poucos, a vida pode começar a regressar ao novo normal”

22 fev, 2021 - 09:56 • Beatriz Lopes , Olímpia Mairos

Esta segunda-feira à tarde, há nova reunião do Infarmed. Especialistas e Governo juntam-se para nova avaliação da pandemia, antes da nova renovação do estado de emergência. Milton Severo defende que, aos poucos, a vida pode começar a regressar ao normal, mantendo-se, contudo, "os cuidados individuais".

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Milton Severo, investigador do Instituto de saúde Pública da Universidade do Porto e um dos especialistas que participa nas reuniões do Infarmed, defende que, aos poucos, a vida pode começar a regressar ao normal, mantendo-se, contudo, "os cuidados individuais".

"A máscara, lavar as mãos tudo isso tem que se manter pelo menos até à vacinação atingir os 70%, que achamos que será o valor que permite controlar a pandemia, tendo em conta também as estirpes que podem ter algum efeito em termos de retoma”, diz o especialista em entrevista à Renascença, um mês depois do segundo confinamento.

Na opinião do investigador, nesta altura, pelo menos as escolas básicas já poderiam estar abertas e, daqui a uma semana, as secundárias também poderão reabrir.

“Agora, pode não ser necessário estarmos confinados. Por exemplo, não faz sentido as escolas do Ensino Básico estarem ainda fechadas com os atuais indicadores. Provavelmente, mais uma semana, já podemos abrir o Ensino Secundário”, defende o investigador.

O epidemiologista explica à Renascença porque se pode começar a avançar para o desconfinamento, observando que não estamos iguais ao mesmo período do ano passado e, além disso, há mais conhecimento e meios de diagnóstico.

"Na primeira onda, em que fechámos tudo como fizemos agora, o que aconteceu é que só descemos a um ritmo de 4% ao dia, depois de fechar; nesta segunda fase estamos a descer nesta onda a 12%, e isto deve-se a várias coisas: nesta fase já temos melhor rastreio do que na primeira onda, melhor isolamento dos contactos, e, por isso, a ideia de abrir a economia está claramente ao alcance. Porque todos os indicadores, como o número de casos ou de incidência de positividade, estão positivos", justifica Milton Severo.

País deve desconfinar por inteiro e não por regiões

No entender do epidemiologista Milton Severo, o país deve desconfinar por inteiro e não de forma faseada por regiões, o que não impede que possam ser tomadas medidas mais apertadas no futuro.

"Neste momento, embora as regiões tenham diferenças na velocidade de UCI, globalmente a evolução nos casos está bastante semelhante e, por isso, não há razão para não desconfinarmos globalmente a economia”, argumenta Milton Severo.

Ainda assim, o epidemiologista assinala que “isso não quer dizer que, no futuro, não seja de aplicar a política que tivemos em novembro, em fechar locais em que há surtos, e a política de fechar aos fins de semana, que teve sucesso”, entendendo que, “neste momento, em que todos os indicadores são positivos”, não se justifica.

O especialista acredita que a manter-se a tendência de descida de casos, também as mortes vão cair nos próximos 12 dias, aliviando os serviços de saúde. A descida começará agora a ser mais acentuada e para isso contribui o Rt - o índice medio de transmissibilidade do vírus.

“O Rt, neste momento, anda entre os 0,5 e os 0,6 e até é bastante semelhante entre regiões. Neste momento, o índice de transmissibilidade está o mais baixo que alguma vez esteve em Portugal, desde que começou a pandemia. Por isso, nesse aspeto, estamos otimistas”, afirma Milton Severo.

“Esperamos que daqui a seis ou sete dias, teremos 900 casos por dia de média semanal, um valor bastante baixo e que, claramente, faz com que estejamos em condições para começar o desconfinamento”, conclui o investigador do Instituto de saúde Pública da Universidade do Porto.

O debate e votação da renovação do estado de emergência na Assembleia da República está marcado para quinta-feira à tarde e antes do envio do diploma, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa irá ouvir uma vez mais os nove partidos políticos com assento parlamentar, o que deverá acontecer entre terça e quarta-feira.

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  • Joaquim Santos
    22 fev, 2021 Tojal 13:23
    A cura para o vírus é não ter medo do vírus. As mortes têm sido proporcionais aos gritos das Televisões. Quando apregoam aos quatro ventos que vem aí a morte. Ela vem mesmo, mas devido ao terror, que, uma vez infundido no ser humano, reduz as suas defesas ao vírus. Defesas estas, já abaladas pelas muitas vacinas já tomadas contra as gripes passadas que lhes reduziram as defesas ao longo dos anos. O vírus influencia A não é mais do que um vírus idêntico ao da SIDA: são síndromes imunodepressoras adquiridas e as pessoas morrem de superinfecções bacteriológicas. Então, sim, essa "gripe A" se espalhará por toda a parte, já que toda a humanidade é regada voluntariamente com um coquetel de químicos capazes de criar as condições de imunodepressão. Baixam suas defesas: o mal aparece. Voltem-se para Deus, o único que os pode proteger o que nenhuma vacina pode fazer por vós porque é perfeitamente inútil. Reforçar a sua imunidade, naturalmente e acima de tudo, rezar para entender o que está em jogo nesta crise de saúde: é uma questão, nem mais nem menos, das elites vos subjugarem mais. Saibam que o medo é uma óptima maneira de diminuir a imunidade. Pelo contrário, a confiança em Deus fortalece-a. Medo e angústia, falta de amor e perdão, pensamentos mesquinhos e comportamentos ilegais são as causas da maioria das infecções. Não sejam enfraquecidos pela propaganda e estejam cientes dos riscos desta crise. A cura para o vírus é não ter medo do vírus. As mortes são proporcionais ao medo.

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