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Lisboa vai informar cidadãos diariamente sobre poluição a partir de rede de sensores

19 fev, 2021 - 16:16 • Lusa

Município vai passar a disponibilizar informação em tempo real aos cidadãos acerca da qualidade do ar, ruído e tráfego, a partir do final de março.

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A partir do final de março, a Câmara de Lisboa vai passar a disponibilizar informação em tempo real aos cidadãos acerca da qualidade do ar, ruído e tráfego, através de uma rede composta por 658 sensores de monitorização ambiental.

"Esta é uma informação absolutamente essencial, não só para a decisão política, para informar o cidadão, para saber como é que estamos, mas também para depois ligarmos à saúde pública", afirmou hoje o vereador do Ambiente, Estrutura Verde, Clima e Energia, José Sá Fernandes.

Falando na cerimónia de arranque do projeto, que teve lugar em Entrecampos, onde está localizada uma das 80 estações que a cidade terá até 31 de março, Sá Fernandes salientou que a "grande importância" desta iniciativa prende-se "com a poluição atmosférica". .

"A poluição atmosférica está diretamente ligada à saúde publica e, portanto, nós temos de ter esta informação para podermos agir. Não podemos permitir mais que a cidade não tenha estes dados e adiar decisões que temos de tomar face ao estado da poluição da cidade", sublinhou o autarca. .

Mas a rede é também composta por sensores de medição do tráfego, sensores de ruído, de partículas, vento, entre outros, referiu. .

José Sá Fernandes explicou que os sensores abrangem "a cidade toda" e vão servir para "saber o real grau de poluição da cidade inteira" diariamente, reforçando a importância de dispor destes dados para tomar decisões políticas em relação à reorganização de tráfego ou em matérias de urbanismo, por exemplo. .

"Esta é uma ação de grande relevância ambiental, não porque resolve nada em si mesmo, mas porque permite a informação, permite depois de termos esta informação, a melhor decisão em cada uma das matérias. Nós não podemos mais não decidir questões da poluição atmosférica", reiterou o vereador do Ambiente.

"E a melhor maneira de nós debatermos as coisas é nós darmos os dados para as pessoas debaterem. Se as pessoas não tiverem os dados, o debate fica frágil", acrescentou.

O projeto representa um investimento de 350 mil euros e tem financiamento europeu, de acordo com a autarquia.

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