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A rádio que leva a voz do Papa mesmo até às prisões jihadistas nasceu há 90 anos

11 fev, 2021 - 22:03 • Aura Miguel

A primeira voz que se ouviu na Rádio Vaticano foi a de Marconi, que apresentou Pio XI. Hoje a “rádio do Papa” transmite em 41 línguas diferentes para todo o mundo.

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A Rádio Vaticano nasceu há 90 anos.

A primeira emissão aconteceu a 12 de fevereiro de 1931 e a primeira voz que se ouviu foi a de Guglielmo Marconi: “Tenho a maior honra de anunciar que dentro de alguns instantes o Sumo Pontífice Pio XI inaugurará a Rádio do Estado da Cidade do Vaticano”, disse o inventor da rádio.

Em seguida, ouviu-se a voz do Papa: “Sendo, pelo arcano desígnio de Deus, Sucessor do Príncipe dos Apóstolos, isto é, daqueles cuja doutrina e pregação por ordem divina se destinam a todos os povos e a todas as criaturas, e podendo os primeiros aproveitar este lugar da maravilhosa invenção de Marconi, dirigimo-nos em primeiro lugar a todas as coisas e a todos os homens, dizendo-lhes, aqui e depois, com as palavras da Sagrada Escritura: “Escutai, ó céus, o que vou dizer.”

34 redações e 41 línguas

Desde então, a Rádio Vaticano cresceu e consolidou a sua missão para divulgar a voz do Santo Padre pelos cinco continentes, com 34 redações e emissões em 41 línguas, emitidas a partir de Roma. No pontificado de Francisco, a “Rádio do Papa” foi integrada num projeto editorial mais abrangente, o portal Vatican News.

Para assinalar o seu 90.º aniversário, a Rádio Vaticano passa agora a ter um novo site e uma web rádio, que poderá ser ouvida a partir do smartphone ou computador de cada pessoa, em todos os cantos do planeta.

A “estreia” é já nesta sexta feira, com emissões em italiano, francês, inglês, espanhol, português, alemão e arménio, mas “em breve serão criados 30 canais ao vivo”, anunciou Massimiliano Menichetti, o atual responsável pela nova estrutura.

A voz do Papa chega às prisões jihadistas

A propósito da presença capilar desta emissora no mundo, o portal Vatican News publica o testemunho do padre Luigi Maccalli, prisioneiro de jihadistas entre Níger e Mali, durante dois anos.

O missionário refere que os carcereiros lhe deram um pequeno rádio, muito rudimentar, e conta, com emoção, que "todos os sábados eu podia ouvir o comentário do Evangelho do domingo na Rádio Vaticano e uma vez até ouvi a missa ao vivo... Foi a missa do Papa de Pentecostes de 2020".

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