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Dia Mundial

Avós e Idosos. “Tesouros para a família e a sociedade”

07 fev, 2021 - 08:27 • Henrique Cunha

“Instituição do Dia Mundial dos Avós e dos Idosos é uma oportunidade para valorizar o dom da longevidade e da sua riqueza”, diz D. Joaquim Mendes, lembrando várias iniciativas do Papa.

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“O Papa tem chamado a atenção para o ‘tesouro’ dos avós e dos idosos, quer para a família, quer para a sociedade”, afirma o presidente da Comissão Episcopal do Laicado e Família, em declarações à Renascença.

A propósito do Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, que se vai assinalar em julho, D. Joaquim Mendes aponta as diversas iniciativas que Francisco tem vindo a promover com vista à “valorização do dom da longevidade e da sua riqueza”.

Por exemplo, depois de, através do Dicastério dos Leigos, Família e Vida, ter promovido um Congresso Internacional da Pessoa Idosa, “na exortação apostólica “Cristo Vive”, na sequência do Sínodo de 2018 sobre os jovens, a fé e o discernimento vocacional, no capítulo VI, intitulado “jovens com raízes”, o Papa sublinha a importância da relação dos jovens com os idosos e o seu contributo para ajudar os jovens a descobrirem a memória, a riqueza viva do passado”.

E, nesse mesmo documento da Igreja, Francisco pede “aos anciãos – avós e idosos – que sejam guardiães da memória e a transmitam aos jovens, para, a partir dela, os jovens poderem construir com segurança o futuro, alicerçado nas suas raízes familiares, religiosas e culturais”.

Por outro lado, o Papa “convida os jovens e anciãos a caminharem juntos, para puderem estar bem enraizados no presente e, a partir dele, frequentarem o passado para aprender com a história e alimentar os seus sonhos de futuro”.

D. Joaquim Mendes recorda que, “no sínodo, um dos jovens auditores, das Ilhas Samoa, disse que a Igreja é uma canoa, nela os velhos ajudam a manter a direção, interpretando a posição das estrelas, e os jovens remam com força, imaginando aquilo que os espera mais além”.

“Uma bela imagem, e esta canoa é não só a Igreja, mas também a família e sociedade, em que jovens e idosos devem caminhar juntos”, sublinha o também bispo auxiliar de Lisboa.

Contra a “cultura do descarte”

Por tudo isto, para D. Joaquim Mendes, a “instituição do Dia Mundial dos Avós e dos Idosos é uma oportunidade para valorizar o dom da longevidade e da sua riqueza” e pretende, ao mesmo tempo, combater a cultura do descarte, pois “quer ajudar-nos a descobrir que a riqueza dos anos não é, nem deve ser considerada um peso ou um fardo quer para o próprio, quer para a família ou para a sociedade, mas um tesouro precioso a redescobrir, a acolher e a valorizar”.

O presidente da Comissão Episcopal do Laicado e Família reforça a ideia de que “a vida é um dom e quando é longa é um privilégio para o próprio e para os outros”.

Ao mesmo tempo, refere D. Joaquim, “a instituição do Dia Mundial dos Avós e Idosos vem lembrar a importância de cuidar da espiritualidade dos idosos, para os ajudar a aproximarem-se de Deus e do mistério da eternidade, tirá-lo das periferias existenciais da sua existência e ajudá-los a descobrir que podem e devem dar um contributo à humanização da sociedade e à pastoral e à evangelização da Igreja”.

O bispo auxiliar de Lisboa remata, afirmando que “o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos é uma excelente oportunidade para a tomada da consciência de que a pirâmide demográfica se inverteu, que é necessário cuidar e valorizar o indispensável contributo dos idosos não só no presente, mas para a construção do futuro, de um futuro com raízes”.

Foi no domingo, dia 31 de janeiro, que o Papa anunciou a instituição do “Dia Mundial dos Avós e dos Idosos”, que se vai assinalar no quarto domingo de julho, junto à celebração litúrgica de São Joaquim e Santa Ana.

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