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CDS. Francisco Rodrigues dos Santos recusa congresso e apresenta moção de confiança

02 fev, 2021 - 19:33 • Susana Madureira Martins , Eunice Lourenço

Líder do CDS diz que não desiste do partido e quer cumprir os dois anos de mandato.

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O presidente do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, recusa a realização de um congresso antecipado como têm pedido os seus críticos e vai apresentar uma moção de confiança á comissão política. Essa moção deve ser colocada numa reunião conselho nacional, o órgão máximo do partido entre congresso, que já foi marcada para o próximo sábado, dia 6.

“Nos últimos dias, iniciei um amplo processo de auscultação junto de diversas personalidades dentro e fora do partido. Os múltiplos apoios e incentivos que recebi confirmam a certeza de que é desejável o reforço da afirmação do CDS sob a minha liderança”, afirmou Rodrigues dos Santos, numa declação esta terça-feira, na sede do CDS, em Lisboa.

“Porque acredito neste caminho, porque acredito no CDS, porque acredito nas pessoas de valor que me acompanham e naquelas que irão reforçar a nossa equipa nos próximos dias, estou pronto para confirmar a legitimidade política da minha liderança, no tempo e no lugar próprios. Por isso, solicitei ao presidente do Conselho Nacional que convocasse uma reunião, onde apresentarei uma moção de confiança à Comissão Política Nacional do CDS”, continuou o presidente do CDS.

Já depois da conferencia de imprensa, foi divulgada a data da reunião – sábado, ás 11h, por videoconferência – e a ordem de trabalhos, que tem um ponto único: apresentação, discussão e votação de Moção de Confiança à Comissão Política Nacional. Fica, assim, blindada a hipótese de ser discutida a convocação de um congresso antecipado, como tem pedido Adolfo Mesquita Nunes.

Para ser discutida a antecipação do congresso, essa hipótese tinha de contar da ordem de trabalhos do conselho nacional. A outra forma de convocar u congresso antecipado é recolhendo assinaturas de quatro mil militantes.

“Fui eleito líder do CDS fez há dias um ano. Não abandonei o meu partido depois do pior resultado eleitoral da sua história. Não me escondi: apresentei-me a votos e fui eleito pelos militantes do partido para um mandato de dois anos. Aqui estou para honrar a missão que me confiaram. Respeito e cumpro a vontade dos militantes”, disse Francisco Rodrigues dos Santos, mostrando que quer cumprir o seu mandato de dois anos.

O líder do CDS criticou os seus críticos que acusou de estarem apenas preocupados com agendas pessoais. “A minha liderança não está, nem nunca esteve, preocupada com agendas pessoais, com vaidades políticas nem com tacticismos internos. Acredito profundamente que nenhum português perdoa a um político que coloque a sua ambição partidária à frente do país. Para mim, Portugal sempre esteve acima do partido e o partido acima das minhas circunstâncias pessoais. É esse o testemunho que procuro dar através da liderança do CDS, contrariando os que acham que a política é um jogo de interesses e não um combate por valores.”

Francisco Rodrigues dos Santos considera que o seu trabalho para “reerguer” o CDS “está certo e vai dar frutos”. Disse mesmo que já deu frutos nas eleições regionais dos Açores e ira dar frutos nas eleições autárquicas. “O PS venceu as eleições autárquicas em 2013 e 2017, não pode vencer outra vez em 2021”, afirmou, estabelecendo também assim uma meta de avaliação.

“Não ignoro que alguns tenham decidido abandonar este projeto”, reconheceu. Recorde-se que, nos últimos dias, aconteceram várias demissões na sua direção, a principal das quais foi de Filipe Lobo d’Ávila. Por isso, Francisco Rodrigues dos Santos também disse que irá reforçar a a sua equipa. “Sei que são muitos mais os que querem reforçá-lo: os que querem estar, os que se vão juntar, os novos, os antigos e os de sempre. Conto com todos os que acreditam e não desistem, e este é o momento em que o partido precisa de saber que conta comigo e com todos eles”, afirmou.

“Comigo, haverá sempre CDS, sem mutações nem desvios de identidade, como quiseram os nossos fundadores. Comigo, o CDS continuará a ser um partido nacional, de norte a sul e ilhas, e nunca se reduzirá a um pequeno grupo da capital. Comigo, o CDS continuará a ser um partido incómodo para os que nunca votarão em nós e nos combatem. Comigo, o CDS continuará a erguer um muro entre a política e os negócios”, concluiu Francisco Rodrigues dos Santos, numa declaração sem direito a perguntas.

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