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II Liga

Lesões obrigam Penafiel a mudar filosofia no mercado de transferências de janeiro

02 fev, 2021 - 16:50 • Eduardo Soares da Silva

O clube do Vale do Sousa procura "criar um grupo que dê garantias para toda a época" no mercado de verão e, por isso, tem por regra não contratar em janeiro. No entanto, lesões graves em jogadores fundamentais levaram a que o Penafiel contratasse quatro jogadores.

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Se em janeiro há clubes que restruturam profundamente o plantel, o Penafiel segue um caminho totalmente diferente. O clube tem a filosofia de não contratar no mercado de transferências de janeiro, mas as lesões no plantel obrigaram a uma mudança na estratégia para esta época.

A ideia do clube da II Liga é preparar o plantel no verão para toda a temporada, de forma a que não sejam precisos ajustes no mercado de janeiro, habitualmente "difícil para os clubes mais pequenos", como explica o diretor-desportivo Zé Nando em declarações a Bola Branca.

"A ideia é no início da época preparar o plantel de forma a criar um grupo que dê garantias para toda a época, porque o mercado em janeiro é um bocado difícil, muito cirúrgico. Quem está no mercado para os clubes mais pequenos normalmente são jogadores que não estão a jogar muito, ou que estão sem clube. Por isso é que tentamos fazer o plantel que dê garantias para toda a época, porque em janeiro a situação não é favorável para nós", explica.

A história comprova a teoria. Desde que o Penafiel desceu à II Liga, na temporada 2015/16, o clube apenas contratou dois jogadores em cinco mercados de transferências de inverno: o médio brasileiro Gustavo Costa, contratado ao Estoril em 2019, e o extremo português Miguel Tavares, em 2020, por empréstimo do Desportivo das Aves.

Esta época o Penafiel excecionalmente decidiu investir em janeiro em quatro contratações: o defesa-central Ricardo Machado assinou proveniente do Al Taawon, o extremo David Caiado voltou a Portugal depois de quatro anos na Roménia, o ponta de lança Rui Pedro trocou o Leixões pelo Penafiel, e o jovem extremo Robinho chegou por empréstimo da Belenenses SAD.

O motivo para a mudança na filosofia foram lesões graves que afetam jogores importantes do plantel - Capela, Vasco Braga e Ludovic - e que condicionam as opções e ambições do clube e do treinador Pedro Ribeiro.

"Esta época foi diferente, porque temos dois jogadores com lesões graves e um terceiro com uma lesão mais extensa e tivemos mesmo de ir ao mercado. Essencialmente tem a ver com as lesões que temos. O objetivo é irmos jogo a jogo, tentar sempre ganhar, o que não é fácil, porque todos os jogos são difíceis, sendo contra o primeiro ou último. Mas claro que a classificação também é confortável e isso ajuda", explica.

Nesse sentido, o Penafiel decidiu alterar a estratégia, numa época em que o orçamento é afetado pela pandemia de Covid-19: "Afetou [o orçamento] e bastante. Não havendo adeptos, receitas e patrocinadores, isso afeta muito os clubes. Este mercado, com a atual situação a nível mundial dificultou a tarefa dos clubes e falo por nós", termina.

O Penafiel é sétimo classificado da II Liga, com 25 pontos, nove pontos atrás do Feirense, que ocupa o lugar de "play-off" de subida, mas com menos um jogo realizado.

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