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Centro Hospitalar Lisboa Norte

Apelo de um Santa Maria sobrecarregado: use ambulâncias só "em situações justificadas"

28 jan, 2021 - 07:10 • Lusa

Unidade “tem registado picos de afluência” e lembra que quase metade dos utentes são transportadores de ambulância, mas só 15% apresentam situações que o justificam. Além disso, 70% dos doentes atendidos são provenientes das áreas de outros hospitais.

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O Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte apelou à população para apenas recorrer de ambulância ao serviço de urgência dedicado ao SARS-CoV-2 do Santa Maria "em situações justificadas”, já que a unidade tem registado “picos de afluência”.

Em comunicado, este centro hospitalar dá conta de que este serviço de urgência do Hospital de Santa Maria “tem registado picos de afluência”, que “quase metade dos utentes são transportadores de ambulância, mas destes só 15% apresentam situações que justificam o recurso a uma urgência hospitalar”.

Os restantes 85% “são triados com prioridade verde ou azul, representando uma sobrecarga evitável”.

Por isso, o Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte apela à população “que só recorra ao transporte de ambulância em situações justificadas e se dirija ao centro de saúde nas situações de ausência ou sintomas ligeiros”. Pois, 70% dos doentes atendidos na Urgência de Santa Maria são provenientes das áreas de outros hospitais.

Deste modo, será possível garantir que “os recursos hospitalares, em situação de grande sobrecarga, se concentrem no tratamento dos doentes com situações de maior gravidade”.

Apesar da “grande afluência e sobrecarga”, os profissionais do Hospital de Santa Maria “garantem a observação dos doentes”, acrescenta a nota.

A urgência dedicada a doentes infetados com o novo coronavírus também está em processo de ampliação de “33 para 51 postos de atendimento em simultâneo”, que vai estar “concluída no próximo fim de semana”.

Portugal contabilizou na quarta-feira o máximo diário de 293 mortes associadas à covid-19, e 15.073 infeções, de acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Desde o início da pandemia, o país já contabilizou 11.305 óbitos e 668.951 contágios pelo SARS-CoV-2.

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