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Líder do CDS não convoca eleições antecipadas ao "sabor de um artigo de opinião"

27 jan, 2021 - 15:14

Francisco Rodrigues dos Santos responde ao repto lançado por Adolfo Mesquita Nunes. Presidente do CDS garante que o seu "lugar está sempre à disposição dos militantes do partido".

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O presidente do CDS-PP defende que "mal seria" se "navegasse ao sabor de um artigo de opinião", depois de Adolfo Mesquita Nunes ter pedido eleições antecipadas, e lamentou "o dano" que esta discussão provoca ao partido.

"O CDS é um partido democrático, tem regras próprias e também tem órgãos próprios. Esta direção do partido está legitimamente em funções e mal seria se navegasse ao sabor de um artigo de opinião manifestado por qualquer ex-dirigente do partido", afirmou Francisco Rodrigues dos Santos.

O líder centrista falava aos jornalistas na sede do partido, em Lisboa, depois de questionado sobre um artigo de opinião publicado no jornal 'online' Observador, no qual o antigo vice-presidente do CDS-PP Adolfo Mesquita Nunes propõe a realização de um Conselho Nacional para convocar eleições antecipadas para a liderança, defendendo que esta direção "não conseguirá" resolver "a crise de sobrevivência" do partido.

Apontando que "isto obriga" a "uma reflexão" que será feita "dentro dos órgãos próprios do partido", o presidente do CDS, que completou um ano de mandato, afirmou que "já tinha" convocado a Comissão Executiva e a Comissão Política Nacional para reuniões que vão decorrer esta semana sobre "a situação política do partido e do país".

O líder democrata-cristão assegurou que também irá fazer a sua "própria avaliação desta situação" e das "opiniões transmitidas", e ironizou também que os estatutos do partido "não têm lá nenhuma alínea dizendo que é possível convocar um Conselho Nacional com base num artigo de opinião".

E garantiu que o seu "lugar está sempre à disposição dos militantes do partido", salientando que "foram eles" que o elegeram, e não chegou à liderança "por ter padrinhos no CDS ou com o apoio de barões".


O centrista considerou igualmente haver "uma larga maioria do CDS ao lado desta direção", pelo que não vê "razões nenhumas para duvidar" da sua aceitação, e disse que existem "algumas franjas do partido, por serem muito bem relacionadas com certa comunicação social, têm um eco desproporcional fora do partido àquilo que representam dentro do CDS"

Rodrigues dos Santos referiu que telefonou na terça-feira a Adolfo Mesquita Nunes na sequência do seu objetivo de ouvir as "várias sensibilidades do partido", e o antigo secretário de Estado devolveu-lhe a chamada "dando nota de que iria publicar este artigo hoje".

"Hoje espero, e esta é a minha convicção desde o início, que possa ter o tal encontro com Adolfo Mesquita Nunes porque seria muito mais agradável conhecer as suas opiniões pessoalmente, olhos nos olhos, dialogando os dois no sentido de fortificamos o partido e não de o dividirmos", salientou, advogando que "os assuntos internos do partido devem ser discutidos dentro de casa e não na comunicação social".


Na sua ótica, o facto de esta discussão estar a acontecer publicamente "agasta muito o partido, desvia-o do essencial", razão pela qual o líder centrista não quer contribuir para ela.

"Neste momento, toda a nossa direção do partido está a preparar as próximas eleições autárquicas e compreendo que, para quem não se tenha interessado muito pela vida do partido nos últimos tempos, não compreenda o dado que provoca ao CDS ter estas discussões na praça pública, quando esta direção herdou uma dívida astronómica, tudo tem feito para garantir condições que nada falte às nossas estruturas locais, aos nossos autarcas, para ter uma boa prestação nas eleições autárquicas que se seguem", assegurou.

Salientando o agravamento da situação pandémica em Portugal, Francisco Rodrigues dos Santos realçou que "é triste verificar" que "haja quem nesta altura coloque a mercearia interna à frente dos interesses" do país e notou que Mesquita Nunes, "de forma bastante vigorosa, se voltou a interessar pela vida interna do partido".

Da sua parte, garantiu, usará o partido “como um instrumento ao serviço do país e não ao serviço de agendas pessoais”

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