Tempo
|
A+ / A-

Covid-19 no Reino Unido: Quarentena em hotel para portugueses e outros residentes

27 jan, 2021 - 14:49 • Lusa

Estadia será suportada pelos próprios. Medida foi anunciada esta quarta-feira pelo Governo de Boris Johnson.

A+ / A-

Veja também:


Portugueses e outros estrangeiros residentes no Reino Unido, bem como britânicos, terão de cumprir quarentena num hotel às suas custas no regresso ao país para evitar a importação de novas variantes do coronavírus, anunciou esta quarta-feira o Governo britânico.

"De forma a reduzir o risco colocado por nacionais britânicos e residentes de regresso a casa destes países, vamos exigir a todas as chegadas em que não possa ser recusada a entrada a ficar em isolamento em alojamento como hotéis, providenciado pelo Governo. Serão recebidos nos aeroportos e transportados diretamente para a quarentena", disse hoje aos deputados.

O endurecimento das regras vai ser detalhado mais tarde pela ministra do Interior, Priti Patel.

Em causa está o risco de novas infeções com variantes mais perigosas do SARS-CoV-2, o vírus responsável pela covid-19, como aquelas primeiro detetadas na África do Sul ou no Brasil.

Além destes dois países, a medida deverá ser aplicada a mais 20 países, incluindo Portugal, Cabo Verde, Angola e Moçambique, bem como Argentina, Chile, dos quais estão suspensos voos diretos e proibida a entrada de visitantes devido às ligações próximas com a África do Sul e Brasil.

Até agora, a quarentena de 10 dias podia ser feita na própria casa e encurtada para metade após a realização de um teste no quinto dia, sendo as infrações penalizadas com multas que variam entre 1.000 e 10.000 libras (1.130 e 11.300 euros).

Assim, britânicos e residentes do Reino Unido que cheguem a Inglaterra de países potencialmente afetados pelas variantes ficam sujeitos a este sistema, como Portugal e a maioria dos países do sul de África e América do Sul devido às relações próximas com o Brasil e América do Sul.

Desde 15 de janeiro que os voos diretos de Portugal, Cabo Verde e de 14 países da América do Sul foram suspensos pelo Reino Unido para evitar a chegada de casos com uma nova variante do vírus detetada no Brasil, considerada muito contagiosa.

O Reino Unido já tinha proibido em dezembro voos diretos da África do Sul e de outros países africanos, como Angola e Moçambique, e a entrada de passageiros devido ao risco apresentado por uma nova estirpe do SARS-CoV-2, designada por 501Y.V2, também considerada altamente infecciosa.

As chegadas desses países já são proibidas, exceto para britânicos e estrangeiros com estatuto de residente, e todos têm de apresentar um resultado negativo de um teste de diagnóstico realizado até 72 horas antes.

De acordo com o regime de confinamento em vigor, todas as viagens ao estrangeiro desnecessárias, como turismo, estão proibidas e o primeiro-ministro afirmou que o controlo a saída vai passar a ser maior, podendo as pessoas ser impedidas de passar a fronteira "se não tiverem uma razão válida".

Segundo o jornal The Times, a ministra do Interior chegou a propor o encerramento total das fronteiras e a quarentena em hotéis para passageiros de todos os países, mas o primeiro-ministro, Boris Johnson, rejeitou.

O Reino Unido tornou-se o primeiro país europeu a romper a barreira das 100 mil mortes durante a pandemia covid-19, até agora só alcançada pelos Estados Unidos, Índia, Brasil e México. .

Na terça-feira fora registadas 1.631 mortes, elevando o total para 100.162, mas o balanço sobe para 103.602 se forem somados os casos cujas certidões de óbito fazem referência ao novo coronavírus como fator contributivo. .

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.159.155 mortos resultantes de mais de 100 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 11.012 pessoas dos 653.878 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Destaques V+