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Abstenção recorde nas presidenciais ultrapassa os 60%

24 jan, 2021 - 23:51 • Joana Gonçalves

Nunca, em dez anos de eleições à Presidência da República, a percentagem de votantes foi tão baixa. Estão apenas por apurar os votos de três consulados.

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Portugal registou, este domingo, a maior taxa de abstenção em eleições presidenciais de sempre. Cerca de 60,5% dos eleitores inscritos não foram às urnas, quer por impossibilidade devido à pandemia, quer por desinteresse. Estão apenas por apurar os votos de três consulados, dois na China e um em Moçambique.

A abstenção supera, assim, os 51,34% das eleições de 2016, que ditou a vitória de Marcelo Rebelo de Sousa.

As eleições presidenciais de 2011 foram as primeiras em que a percentagem de abstencionistas ultrapassou os 50%. Nas eleições de 2006, em que Jorge Sampaio ganhou o seu segundo mandato, a abstenção chegou aos 49,09%.

É de sublinhar que nestas eleições os cadernos eleitorais contam com mais cerca de um milhão de eleitores do que as anteriores, na maioria emigrantes.

Apesar de a percentagem de abstenção ter sido elevada nestas presidenciais, a nível nacional nada bate as eleições europeias, em que a taxa de abstenção supera consistentemente os 60% desde 1994, em que se fixou nos 64,49%, tendo ficado nos 59,97% em 1999 e subido sempre desde aí.

O recorde absoluto foi atingido nas últimas europeias, ficando muito perto dos 70%, nos 69.27.

Nas legislativas o valor da abstenção tende a ser mais baixo. Em 2019 foi batido o recorde, com uma abstenção de 51,43%.

Já nas autárquicas a participação tem sido sempre acima dos 50% e o máximo de abstenção foi em 2013, com 47,40%.

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