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Pandemia

Instituto Português do Sangue dá produto com anticorpos a vários hospitais

22 jan, 2021 - 10:28 • Lusa

Na quinta-feira, o Infarmed alertou os hospitais para a necessidade de utilizarem os medicamentos derivados do plasma com critérios, dado que a pandemia está a ter efeitos na atividade de colheita de plasma humano ao nível global.

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O Instituto Português do Sangue revelou nesta sexta-feira que tem estado a disponibilizar, em conjunto com o Infarmed, imunoglobulina humana normal (anticorpos) de origem nacional a hospitais de Lisboa, Porto, Alto Minho e Alentejo com "necessidades emergentes".

Numa resposta à Lusa a propósito do alerta lançado pelo Infarmed, que apelou à “utilização criteriosa” dos medicamentos derivados do plasma, o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) diz que tem estado, desde a semana passada, a disponibilizar esta imunoglobulina aos serviços dos hospitais de S. João (Porto), Centro Hospitalar Lisboa Central (S.José e Estefânia), à Unidade Local de Saúde do Alto Minho e aos hospitais Espírito Santo de Évora e Nossa Sra. de Oliveira (Guimarães).

Na quinta-feira, o Infarmed alertou as autoridades hospitalares para a necessidade da “utilização criteriosa” dos medicamentos derivados do plasma, lembrando que a pandemia está a ter efeitos na atividade de colheita de plasma humano ao nível global.

Informa igualmente que “tem vindo a trabalhar com as demais autoridades do medicamento da União Europeia e com os titulares de autorização de introdução no mercado (AIM) no sentido de rever as condições de comercialização dos medicamentos contendo Imunoglobulina Humana Normal e, dessa forma, assegurar a sua disponibilidade no mercado nacional”.

A Imunoglobulina Humana Normal (IgHN) é um medicamento hemoderivado sujeito a receita médica, que contém imunoglobulina G (IgG) com pureza mínima de 95% e um amplo espetro de anticorpos presentes na população normal.

Numa nota emitida em outubro a propósito das orientações da Comissão Nacional de Farmácia e Terapêutica (CNFT), o Infarmed recordava que se trata de “um produto escasso, proveniente de dádivas de sangue ou plasma humano e com custo elevado" e que a utilização a nível nacional estava a "aumentar de forma significativa”.

As recomendações da CNFT indicam que doses adequadas de IgHn “podem restaurar níveis anormalmente baixos de imunoglobulina G para valores normais”.

A IgHN tem as indicações previstas para dois grupos de situações clínicas: a terapêutica de substituição em adultos e crianças (casos, por exemplo de síndromas de imunodeficiência primária, imunodeficiência comum variável, mieloma ou leucemia linfocítica crónica, SIDA congénita e infeções recorrentes) e imunomodulação (síndroma de Guillain – Barre, doença de Kawasaki e neuropatia motora multifocal, por exemplo).

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