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Benfica

Gaspar Ramos teme desaires até ao clássico contra o Sporting

22 jan, 2021 - 16:00 • João Fonseca

Ex-dirigente lembra que o rival está forte e tem um calendário mais desafogado, sem competições europeias. O Benfica tem "desiludido" depois das promessas de Jorge Jesus e aconselha reforço no meio-campo em janeiro.

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Gaspar Ramos, antigo líder do departamento de futebol do Benfica, teme mais desaires até ao clássico contra o Sporting, no início de fevereiro, jogo que considera importante para as contas do campeonato.

Até ao clássico, o Benfica recebe o Nacional, para a I Liga, e o Belenenses SAD, nos quartos de final da Taça de Portugal. Em declarações a Bola Branca, Gaspar Ramos destaca que "na prática não são jogos fáceis" para o Benfica, que está pressionado depois de um empate no Dragão, e a eliminação na meia-final da Taça da Liga.

"A queda na Taça seria mais um objetivo que se perdia e iria complicar ainda mais o espírito do grupo. O Benfica tem um calendário intenso, com muitos jogos, e isso vai criar desgaste na equipa, o que não vai acontecer com o Sporting. Mesmo em relação ao futuro, não só ao jogo que se aproxima. Se não ganharmos, vamos ter mais dificuldade no futuro, com jornadas europeias pelo meio", afirma.

Sem esquecer o facto do Sporting ter um calendário menos sobrecarregado, Gaspar Ramos revela a desilusão que reina até à data no seio dos apoiantes encarnados, depois das promessas de Jorge Jesus no início da temporada.

"A desilusão acentuou-se muito pela forma como o Jorge Jesus apareceu com aquelas expressões muito características e bombásticas, de que os jogadores iriam jogar o triplo e iria arrasar. Essas coisas todas ficaram no ouvido das pessoas e geraram mais expectativa. Claro que as coisas não estão a acontecer, bem pelo contrário. De modo que há um desilusão grande", acrescenta.

Conselho para o mercado

Homem forte do futebol durante vários anos e dirigente do emblema da Luz, Gaspar Ramos fala do mercado de inverno, para realçar que o Benfica devia "reforçar-se com um médio box-to-box e não com um central".

"Mais do que um central, precisamos de um médio box-to-box. O Weigl está a jogar bem e acho deveria ter ao lado dele um box-to-box que complementasse a cobertura do meio-campo, para evitar vazios que levam à criação de espaços para oportunidades, que têm resultado nos golos", termina.

O Benfica recebe o Nacional na segunda-feira, no Estádio da Luz, às 17h00, jogo com relato na Renascença e acompanhamento, ao minuto, em rr.sapo.pt.

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