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Coronavírus

Ginásios voltam a fechar no novo confinamento

13 jan, 2021 - 20:17 • Lusa

Setor teme que a medida leve ao encerramento de muitas empresas.

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O essencial das medidas do novo confinamento
O essencial das medidas do novo confinamento

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Os ginásios vão ficar encerrados durante o novo período de confinamento que começa na sexta-feira.

Segundo um documento distribuído durante o “briefing” dado por António Costa, depois da reunião do Conselho de Ministros, o exercício individual ao ar livre será permitido, mas ginásios e outros recintos desportivos estarão encerrados.

O Governo não acatou, assim, os desejos da associação Portugal Activo|AGAP, que representa as empresas de ginásios, que defende que é fundamental para os portugueses continuarem a praticar exercício físico e que os ginásios devem manter-se abertos, mesmo em caso de um novo confinamento geral.

Em comunicado enviado à Lusa, a AGAP revela que "está a acompanhar com toda a atenção a evolução da situação pandémica em Portugal" e que, mesmo perante um cenário de um novo confinamento geral, "é fundamental permitir aos portugueses que continuem a praticar exercício físico".

"Acreditamos que estão reunidas todas as condições para que os clubes de fitness possam manter-se abertos e estar à disposição para a prática de atividade física. O impacto de um novo confinamento pode representar uma situação irreversível para a saúde dos portugueses", alerta a associação.

"Voltar a encerrar os ginásios é uma marcha atrás, porque cria uma grande instabilidade nas pessoas e as leva a pensar que os nossos espaços são perigosos e um foco de propagação do vírus, o que na realidade não se comprova", frisa José Carlos Reis, que sublinha que "os ginásios portugueses são locais seguros", "apresentam taxas de contágio próximas de zero" e "têm um papel importantíssimo na saúde física e emocional".

No seu comunicado, a AGAP classifica como "marginal" a taxa de infeções nos ginásios e refere que "não há dúvidas de que os clubes são locais seguros para a prática de exercício físico".

Ciente de que um novo encerramento pode também significar a falência de muitos agentes deste sector, o presidente da AGAP diz que, por agora, não é esse o foco da associação, mas sim o impacto que essa decisão pode ter na saúde da população.

"As pessoas que têm hábito de prática de exercício físico têm uma saúde imunitária muito mais fortalecida do que as que não praticam. Numa situação de pandemia, o facto de praticar exercício é uma grande vantagem e não faz sentido encerrar uma atividade que reforça a saúde das pessoas", conclui o dirigente da AGAP.

A pandemia de Covid-19 provocou pelo menos 1.926.570 mortos resultantes de mais de 89 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 7.803 pessoas dos 483.689 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

O estado de emergência decretado em 9 de novembro para combater a pandemia foi renovado com efeitos desde as 00h00 de 8 de janeiro, até dia 15.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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