Tempo
|
A+ / A-

Coronavírus

​Covid-19. Itália prolonga estado de emergência até 30 de abril

13 jan, 2021 - 12:55 • Lusa

“Não se enganem: a epidemia voltou à fase de expansão”, afirmou o ministro da Saúde, referindo que 12 regiões estão sob alto risco e “certamente passarão a zona laranja”.

A+ / A-

Veja também:


O ministro italiano da Saúde anunciou esta quarta-feira que o estado de emergência será prorrogado até 30 de abril e a mobilidade entre regiões será proibida também na chamada zona amarela, que até agora tinha limitações menores

Roberto Speranza esteve no Parlamento para anunciar as novas medidas que entrarão em vigor a 16 de janeiro e falou de uma situação grave no país, com uma incidência de infeções superior a 313 casos por cada 100.000 habitantes.

“Estamos no último quilómetro desta batalha, precisamos de uma colaboração leal, de um esforço unido para combater o vírus: os próximos meses serão difíceis”, acrescentou, garantindo que “a união é a única forma de enfrentar a maior emergência sanitária, económica e civil desde a guerra”.

Em relação às novas medidas, além de adiar o final do estado de emergência de 31 de janeiro para 30 de abril, o que permitirá ao Governo aprovar decretos com urgência, Speranza confirmou que o sistema de classificação de restrições continuará a colocar as regiões por áreas amarelas, laranjas e vermelhas.

Na zona amarela, as que tem menos restrições, as viagens entre regiões serão proibidas, os restaurantes e bares serão fechados a partir das 18:00, mas os museus permanecem abertos.

A Itália vai introduzir também a chamada zona branca, com menos limitações, para as regiões onde o índice de contágio é inferior e registam-se apenas 50 casos por cada 100.000 habitantes.

O ministro alertou que “esta semana há um agravamento generalizado da situação epidemiológica na Itália, com aumentos de internamentos em unidades de cuidados intensivos e surtos desconhecidos”.

“Não se enganem: a epidemia voltou à fase de expansão”, afirmou, referindo que 12 regiões estão sob alto risco e “certamente passarão a zona laranja”.

Em relação à vacina, o ministro afirmou que a Itália é o país europeu com maior número de vacinações e apelou à “plena colaboração institucional e ao fim das polémicas” sobre este tema.

Speranza lembrou ainda que a campanha de vacinação será “uma longa e difícil maratona e não uma corrida de velocidade” e que “ainda há muito por fazer”, explicando que tudo vai depender do aumento das doses disponíveis.

Segundo o ministro, a autorização de novas vacinas como a Johnson & Johnson deverá acontecer no primeiro trimestre, sublinhando ainda os resultados “muito encorajadores” da vacina italiana ReiThera.

“Estamos a trabalhar em paralelo para organizar forças e a Itália está preparada para ter uma equipa forte: 40 mil médicos vão juntar-se ao esforço e as farmácias também vão colaborar para fornecer as vacinas”, disse.

A Itália registou, na segunda-feira, 616 mortes por coronavírus, atingindo quase 80.000 (79.819) mortes, tendo contabilizando ainda 14.242 novas infeções.

A pandemia de Covid-19 provocou pelo menos 1.945.437 mortos resultantes de mais de 90,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Destaques V+