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Coronavírus

Comité de emergência da OMS convocado para analisar variantes

13 jan, 2021 - 22:33 • Lusa

A reunião habitual foi antecipada em duas semanas e as recomendações aos governos serão publicados no final.

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O comité de emergência da Organização Mundial de Saúde (OMS) vai reunir-se na quinta-feira, antes do previsto, para discutir as variantes do novo coronavírus, que são mais contagiosas e têm preocupado as autoridades no mundo inteiro.

As reuniões do comité decorrem normalmente de três em três meses, mas "desta vez o diretor-geral convocou os membros duas semanas antes do previsto para analisar assuntos que necessitam de um debate urgente. Trata-se das variantes recentes e do uso de certificados de vacinação e de testes para viagens internacionais", explica um comunicado da OMS divulgado esta quarta-feira em Genebra.

O comité de peritos, presidido pelo francês Didier Houssin, vai reunir-se na quinta-feira, 14 de janeiro, e as recomendações para a OMS e países membros serão publicadas após a reunião, refere o comunicado.

As variantes do coronavírus identificadas inicialmente no Reino Unido e na África do Sul são particularmente contagiosas e circulam agora por dezenas de países, com uma nova vaga de contaminações e confinamentos, enquanto decorrem as campanhas de vacinação.

Segundo a OMS, o número de países e territórios onde já foi detetada a variante britânica ascende a 50 e a variante identificada na África do Sul surgiu em 20, mas a organização considera que esta avaliação pode estar subestimada.

Uma terceira mutação, originária da Amazónia brasileira e cuja descoberta foi anunciada no domingo pelo Japão, está atualmente a ser analisada e pode impactar a resposta imunitária, segundo a OMS, que fala no seu boletim semanal numa "variante preocupante".

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.963.557 mortos resultantes de mais de 91,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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