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Ameaça de novo confinamento já custou um milhão à organização de eventos

12 jan, 2021 - 13:49 • Maria João Costa

Técnicos de eventos fazem contas. A iminência de novo confinamento geral já levou ao cancelamento de mais de uma centena de eventos programados até abril.

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A conta é feita pela Associação Portuguesa de Serviços Técnicos para Eventos (APSTE). Em comunicado divulgado nesta terça-feira, o setor denuncia a enorme quebra de faturação causada pelo cancelamento de eventos.

Segundo a APSTE, que teme um cenário pior nos próximos dias, “desde o anúncio do Governo sobre a aplicação de um novo confinamento geral, no final da semana passada, mais de 125 eventos foram cancelados, significando desde logo perdas superiores a um milhão de euros na faturação das empresas do setor”.

No mesmo comunicado pode ler-se que os eventos cancelados estavam programados para acontecer entre janeiro e abril. As empresas afirmam que, “ao contrário do que acontece com outros setores de atividade, também bastante afetadas por este contexto, a verdade é que grande parte das empresas estão praticamente sem trabalhar desde março do ano passado”.

A associação criada em junho do ano passado fala numa quebra de faturação das empresas de eventos e aponta a insuficiência dos apoios por parte do Estado.

“Algumas das medidas mais recentes tomadas pelo Governo, ao limitar eventos corporativos até cinco pessoas, por exemplo, só vieram destruir o pouco que havia. Agora, que começava a surgiu algum trabalho e vários dos nossos associados já tinham eventos agendados até abril, surge esta nova ameaça de confinamento que significa a perda imediata de receitas fundamentais para a sobrevivência de várias empresas”, critica Pedro Magalhães, presidente da APSTE.

O responsável diz não ser “indiferente à situação do país e ao problema sanitário” que se vive com a pandemia, mas sublinha que está também em causa a saúde financeira das empresas e a manutenção dos postos de trabalho.

A APSTE apela, por isso, ao Governo que inicie um diálogo para criar as “condições necessárias” para que as empresas de eventos possam trabalhar “sem comprometer a saúde de ninguém”.

Entre as sugestões está a realização de “testes rápidos à entrada”, “a obrigatoriedade de eventos ao ar livre” ou a “necessidade de garantir distanciamento de segurança e a utilização de máscara”.

A APSTE foi fundada na sequência do Movimento Cancelado, que resultou na chamada de atenção para a falta de representatividade do sector perante as entidades competentes. A associação reúne várias empresas do setor de serviços técnicos para eventos, que estavam atualmente dispersos e sem representatividade no mercado.

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