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Jerónimo quer mais apoios sociais e rejeita adiamento das presidenciais

08 jan, 2021 - 17:02 • Redação

Líder do PCP vai analisar novas medidas de confinamento após reunião com António Costa, mas exige reforço do SNS, medidas para os lares e apoios para quem perdeu o salário. Em relação às escolas, o líder comunista defende que deve ser feito um esforço para manter as aulas presenciais.

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O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, defende que um novo confinamento não pode estar desligado de mais apoios sociais e mostra-se contra o adiamento das eleições presidenciais de 24 de janeiro, desde logo por violar a Constituição.

No final de uma audiência com o primeiro-ministro, António Costa, o líder comunista afirmou que a data das eleições presidenciais não pode ser alterada em estado de emergência. Minutos antes, o presidente do PSD, Rui Rio, tinha admitido adiar as eleições, se os candidatos quisessem.

“Há um pequeno reparo que ajudará doutor Rui Rio ao repensar o que disse. É sabido que em relação à questão do adiamento das presidenciais colide com um princípio consagrado no estado de emergência, em que durante o estado de emergência não pode haver alterações à Constituição da República. Até estranho o doutor Rui Rio não conhecer esta particularidade”, declarou Jerónimo de Sousa.

O líder do PCP levanta outra questão: “adiamento para quando? Quem é que tem a capacidade e a arte de definir se vai ser por um mês, por dois ou por dez? Não pode ser, além de ser inconstitucional”, frisou.

Em relação a novas medidas para travar a pandemia de covid-19, Jerónimo de Sousa vai avaliar, mas defende que não podem estar desligadas de mais apoios sociais, reforço do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e medidas direcionadas para os lares de idosos, defende o líder do PCP.


Jerónimo afirma que "o reforço do SNS em profissionais e meios é decisivo nesta fase de agravamento" da pandemia, são "medidas muito direcionadas para os utentes dos lares" e "aumentar as medidas de proteção social" para quem perdeu o emprego, o salário "e já não sabe o que fazer à vida".

“Desligar quaisquer medidas restritivas destas necessidades incontornáveis, não estamos a dar a melhor resposta”, frisou.

De acordo com Jerónimo de Sousa, na reunião desta sexta-feira António Costa não especificou medidas para uma nova fase de confinamento com mais restrições, mas a referência são as "medidas tomadas em março".

Em relação às escolas, o líder comunista defende que deve ser feito um esforço para manter as aulas presenciais.

"Se a avaliação for tranquilizadora consideramos importante que as crianças e jovens tenham a sua escola a funcionar, porque estamos a falar de jovens e crianças que, ao contrário do que alguma gente pensa, também sentem na sua e vivência os dramas dos confinamentos e medidas restritivas. Devemos fazer todos os esforços para que a existência de aulas seja um ato natural e não a proibição pela proibição", sublinha o secretário-geral do PCP.

Portugal registou esta sexta-feira um novo máximo de mortes e casos diários de Covid-19: mais 118 mortes e 10.176 infeções pelo novo coronavírus.

Pelo terceiro dia consecutivo, o país contabiliza um número de casos na ordem dos 10 mil, numa altura em que vários hospitais do país estão em situação de pré-rutura.

O número de internamentos também volta a subir e a bater recordes. Há nesta altura 3.451 pessoas internadas, mais 118 do que ontem, das quais 536 em cuidados intensivos (mais 22 do que ontem).

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