Tempo
|
A+ / A-

Coronavírus

OMS contra "nacionalismo das vacinas" diz que países pobres ainda não receberam

08 jan, 2021 - 18:28 • Lusa

Neste momento há 42 países que estão a distribuir vacinas “seguras e eficazes”, dos quais 36 são países de alto rendimento e seis de rendimento médio.

A+ / A-

Veja também:


O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, avisou esta sexta-feira que o “nacionalismo das vacinas” contra a Covid-19 prejudica a todos e é “autodestrutivo”, e disse que os países pobres ainda estão sem vacinas.

Numa conferência de imprensa virtual a partir de Genebra, durante a qual o tema das vacinas contra o novo coronavírus, que provoca a doença Covid-19, foi o mais falado, o responsável disse que neste momento há 42 países que estão a distribuir vacinas “seguras e eficazes”, dos quais 36 são países de alto rendimento e seis de rendimento médio.

“Portanto, há um claro problema de que os países de baixo e médio rendimento ainda não estão a receber a vacina”, alertou.

Tedros Adhanom Ghebreyesus disse que o mecanismo COVAX (criado pela OMS e outras entidades para promover uma distribuição equilibrada de vacinas no mundo) já assegurou contratos de dois mil milhões de vacinas contra a Covid-19, com direitos em relação a mais mil milhões.

O responsável disse também que os países ricos começaram por comprar a maior parte do fornecimento de vacinas múltiplas e que atualmente há países ricos, que fazem parte da COVAX, que estão a fazer acordos bilaterais adicionais.

“Apelo aos países e fabricantes para deixarem de fazer acordos bilaterais à custa da COVAX”, disse o responsável, pedindo também aos países que contrataram mais vacinas do que aquelas de que necessitam, “e que estão a controlar o fornecimento global”, a doarem essas vacinas à COVAX.

Toda esta situação, alertou, potencialmente faz subir os preços das vacinas e leva a que as pessoas dos países mais pobres e que são de alto risco não podem receber a vacina.

A pandemia de Covid-19 provocou pelo menos 1.899.936 mortos resultantes de mais de 88 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 7.590 pessoas dos 466.709 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Destaques V+