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Papa alegra-se com progressos no Sudão do Sul, mas pede mais

24 dez, 2020 - 16:34 • Filipe d'Avillez

Francisco assina uma carta para os líderes políticos do Sudão do Sul, juntamente com o arcebispo da Cantuária e o líder da Igreja da Escócia.

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O Papa Francisco enviou esta quinta-feira uma mensagem de Natal especial para os líderes políticos do Sudão do Sul.

A mensagem, assinada pelos líderes das três principais confissões cristãs daquele que é o país mais novo do mundo, recorda os compromissos pela paz firmados no Vaticano em abril de 2019 e saúdam os progressos já feitos. Na altura em que os líderes visitaram Roma, Francisco fez questão de lhes beijar os pés, como sinal de confiança no processo de paz.

“Nesta época de Natal recordamos que Nosso Senhor Jesus Cristo veio ao mundo entre os mais pequenos – numa manjedoura poeirenta na companhia de animais. Mais tarde disse aos que queriam ser grandes no seu reino para serem escravos de todos”, começa a mensagem.

Os signatários recordam que o compromisso feito em abril incluía o de trabalhar para a paz, da parte dos líderes sul-sudaneses e de visitar o país, da parte dos religiosos, logo que possível.

“É com alegria que vemos os pequenos progressos que fizeram, mas sabemos que isso ainda não é o suficiente para o vosso povo sentir todos os efeitos da paz. Quando vos visitarmos ansiamos poder testemunhar uma nação mudada, governada por líderes que, nas palavras do Santo Padre o ano passado, ‘dão as mãos, unidos… como simples cidadãos’ para ‘se tornarem pais (e mães) da nação”.

A carta termina com o Papa Francisco, o arcebispo de Cantuária Justin Welby e o líder da Igreja da Escócia, Martin Fair, a rezar para que os líderes políticos continuem numa caminhada de crescimento de confiança “uns com os outros e de maior generosidade de serviço para com o povo”.

A visita ao Sudão do Sul está já prevista há mais de um ano, mas foi sendo adiada por causa da pandemia.

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