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Rui Rio quer saber se matança na Azambuja está relacionada com central fotovoltaica

23 dez, 2020 - 15:53 • Lusa

"Acho que é absolutamente miserável aquilo que aconteceu ali", afirma Rui Rio.

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O presidente do PSD defendeu hoje que o Ministério Público deve investigar a matança "miserável" de 540 animais, na Azambuja, e averiguar se há alguma ligação entre o sucedido e a intenção de construir uma central fotovoltaica naquele local.

"Eu acho que a medida mais importante, e penso que já foi pedido isso, é uma investigação do Ministério Público [MP]. Acho que é absolutamente miserável aquilo que aconteceu ali, ainda por cima as pessoas viram as fotografias que mostram os animais todos no meio do chão, ainda choca mais a sociedade do que aquilo que chocaria se se soubesse que aconteceu, mas não houvesse fotografias. Choca qualquer um, é uma barbárie", afirmou Rui Rio.

O jornal 'online' O Fundamental divulgou no domingo que 540 animais, a maioria veados e javalis, foram abatidos numa montaria nos últimos dias.

O abate, segundo o jornal, terá sido "publicitado" nas redes sociais "por alguns dos 16 'caçadores' que terão participado" na iniciativa.

Para o líder social-democrata, que falava, no Porto, à margem de um encontro com Federação Nacional de Educação, a investigação ao sucedido é fundamental para esclarecer, por lado se houve crime e, por outro, para averiguar se há alguma ligação entre a matança e hipotética construção de uma central fotovoltaica.

"A investigação do Ministério Público, a mim, parece-me fundamental, até porque, entretanto, há a ideia de construir ali uma central fotovoltaica e já há pessoas a fazer uma associação se realmente aquilo não foi uma matança propositada para tirar de lá os animais que não podem lá estar se querem lá fazer a central fotovoltaica", referiu.

"Tem de haver uma investigação do ministério publico. Cabe ao ministério publico ver se há aqui um nexo de causalidade (?) ou se não ou não algum crime", rematou.

Na segunda-feira, o partido tinha já solicitado a audição do presidente do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) na comissão parlamentar de Agricultura e Mar, salientando a "onda de contestação a nível nacional e internacional" que está a gerar a morte de mais de 500 animais na Quinta da Torre Bela.

No mesmo dia, o ICNF abriu um processo para averiguar "os factos ocorridos e eventuais ilícitos" relacionados com estes abates.

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