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Fiat 500 e - Eléctrico, citadino com autonomia para passeios mais longos

07 dez, 2020 - 22:11 • José Carlos Silva

É a nova coqueluche do construtor italiano. O Fiat 500 pode fazer 320 quilómetros em ciclo misto, e 460 em ciclo urbano.

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Exterior

Mais bonito que o seu irmão movido a combustíveis fósseis ainda em comercialização. Apresenta um ar compacto, e surge mais apelativo ao cliente do sexo masculino. Pode ter uma porta suicida do lado lateral direito, para um acesso perfeito aos lugares traseiros. O extra (3+1) custa 2 mil euros e é bem-vindo para jovens pais, que têm de montar e desmontar a cadeirinha.

Na lateral dianteira apresenta uma espécie de mini barbatana que o distingue das restantes versões, e as ópticas dianteiras, de formato arredondado não são cortadas pelo capot, antes integradas neste. O símbolo Fiat é substituído pelos números 500.

As cores para o eléctrico 500, são específicas, e vão do rosa/champanhe ao azul marinho, numa sugestão de cores retiradas da natureza.

Interior

Simples. Simples, mas eficaz. Os comandos da condução, leia-se, a caixa, está minimizada com botões no centro do tablier.

Elegante, ou não fosse um puro produto italiano, o 500 e, não rompe com a imagem das versões ainda em comercialização a gasolina, mas antes, aprimora as linhas.

O tablier é parcialmente revestido por um novo material, a que a marca chama de ecopele, de bom toque. Um ecrã superior a 10 polegada sem posição horizontal destaca-se no tablier.

O volante é de dois raios, numa evocação dos volantes de outros tempos.

O painel de instrumentos é fino, e para isso contribuem os botões minimalistas.

No interior, há vários pequenos espaços de arrumação. Os bancos são confortáveis, embora a espessura das costas dos bancos seja reduzida, permitindo desta forma, ganhar espaço útil, sobretudo para os passageiros do banco de trás.

Ainda sobre os bancos são revestidos por um tecido fabricado a partir de fibras retiradas de plástico reciclado. Podemos dizer que transporta 4 passageiros sem problemas de maior, se os que forem atrás forem de baixa estatura, mas na bagageira continuam a não caber mais do que duas malas de cabine.

Pormenor interessante, o manípulo de abertura interior das portas da frente, foi substituído por um botão de accionamento eléctrico.

Motor

É outro dos grandes trunfos do 500 e. Com uma autonomia, de 460 quilómetros em ciclo urbano, e 320 em ciclo misto.

O modelo testado, apresenta o mais “forte” dos dois motores eléctricos disponíveis. Debita o equivalente a 118 cavalos de potência e acelera do zero aos 100 em 9 segundos. A velocidade máxima é de 150 quilómetros por hora. A bateria é neste caso de 42 kWh.

Existe para a versão base, um motor electrico de 95 cavalos e uma bateria de 23,8 kWh. A velocidade fica limitada a 135 quilómetros hora, bem como a autonomia que descer para os 180 quilómetros.

No modelo testado, o que disponibiliza 118 cavalos de potência, o arranque é o esperado num carro eléctrico: rápido.

Apresenta três modos de condução diferentes, o modo normal, o range e o sherpa. Consoante a escolha, assim o desempenho e a autonomia.

Ao volante, agradecemos não haver sinais das baterias nem sequer debaixo dos bancos, onde alguns modelos optam por as encaixar.

A condução é suave, e o carro é equilibrado. A sensação de que tem um pisar menos suave que o esperado, pode ter como explicação as jantes de 17 polegadas que equipam o modelo.

O preço do modelo testado é de 26.800 euros.

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